FÁBULA
A Raposa e o Vaga-Lume
Em uma floresta cercada por montanhas, vivia uma raposa muito vaidosa chamada Rubi. Ela gostava de exibir sua beleza e acreditava que era o animal mais admirado de toda a região.
Certa noite, enquanto passeava perto do rio, Rubi viu pequenas luzes brilhando no escuro.
— Quem está iluminando a floresta sem minha autorização? — resmungou ela.
Era um vaga-lume chamado Léo, que voava tranquilamente entre as árvores.
— Sou apenas um vaga-lume fazendo o que sei fazer — respondeu ele com humildade.
A raposa riu.
— Que brilho fraco! Veja meu pelo vermelho, muito mais bonito do que essa sua luzinha.
Léo não discutiu. Apenas continuou seu caminho.
Dias depois, uma forte neblina cobriu a floresta. Os animais não conseguiam encontrar o caminho de volta para suas tocas. Até Rubi se perdeu.
Assustada, ela andou sem rumo por horas. Foi então que avistou uma pequena luz piscando ao longe.
— Siga-me! — disse Léo.
Com sua luz, o vaga-lume guiou a raposa e vários outros animais até um local seguro.
Envergonhada, Rubi abaixou a cabeça.
— Eu estava errada. Julguei você pela aparência e não percebi o valor que tinha.
Léo sorriu.
— Cada um tem um dom diferente. O importante é usá-lo para ajudar os outros.
A partir daquele dia, a raposa tornou-se mais gentil e aprendeu a respeitar as qualidades de todos os animais.
Moral da história: Quem valoriza apenas a aparência muitas vezes deixa de enxergar o verdadeiro valor das pessoas.
Escritora Luzia Couto
Lei 9.610/98
26/10/26
Ipanema Minas Gerais Brasil
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