Literatura | Conto | Chuvas de março.

Tarde chuvosa de março mês que Bel achava triste pois ela havia perdido seu noivo em um acidente numa tarde chuvosa de março e para sempre ficaria aquela lembrança em seu coração. Tudo que queria era esquecer, mas não tinha se quer conseguido sair com as amigas e curtir as festas, já fazia 03 anos e para ela era como se tivesse sido na aquela tenebrosa tarde em que Ivanildo foi comprar bebidas para a festa de aniversário de seu amigo Pedro. Quando eles comemoravam a festa a bebida acabou e ele se prontificou de ir na cidade buscar mais, era perto uns 05 km de distância, mas a chuva caiu fortemente, a estrada de terra vermelha ficou deslizando e quando ele se deu conta da estrada escorregadia e tentou frear não conseguiu e chocou numa pedreira teve morte instantânea, foi um choque para todos mas para Bel foi pior eles estavam noivos e iam se casar no fim do ano estava tudo pronto e os móveis haviam sido encomendados na marcenaria. Os anos que se passaram pareciam dias para a moça, ela não se conformava com o acontecido.
Neste tempo que guardava este luto ela se trancou e não comentava do assunto com ninguém, imaginava que se falasse iria esquece-lo isto não queria, na tarde chuvosa deste dia ela conseguiu falar com sua mãe Mara sobre o assunto. Disse que lhe amaria pelo resto de sua vida e nunca mais queria conhecer outro homem, a mãe ouviu primeiro e depois aconselhou a filha a sair passear fazer uma viagem disse que Ivanildo deveria estar muito triste por ela estar deprimida e só em casa, ele adorava sair não suportava a ideia de ficar parado, tanto falou com Bel que ela entendeu e prometeu pensar no assunto, mas Mara tratou de dar uma mãozinha ligou para as sobrinhas que moravam fora e as convidou a ir passar uns dias em sua casa e trouxesse algumas amigas. No fim da tarde do dia seguinte as primas da moça chegaram com suas amigas, foi uma tarde agradável de conversas e combinaram na manhã seguinte irem ao shopping da cidade vizinha fazer comprar e ver as novidades de inverno que seriam lançamento. Tudo certo para saírem, mas Bel ficou puxando para trás até uma amiga de sua prima dizer olhe ele já morreu se não se cuidar quem irá morrer é você, e sua família que vai sofrer por seu erro quer continuar aí parada olhando a vida passar parabéns continue só não esqueça que está perdendo seu tempo, por que não desiste de viver de uma vez se isto que quer. As palavras de Elza doeram no fundo da alma da moça então ela resolveu aceitar o convite, no princípio ficou meio preza, mas depois se soltou, foi um dia maravilhoso que passaram a noite foram na danceteria e depois ainda esticaram um pouquinho mais foram no salão de danças do clube que ficava a noite toda aberto, foi lá que conheceram Malvino.
Dias após suas primas ter ido embora a moça resolveu sair com as colegas e foram novamente ao clube ela sentiu vontade ver Malvino e pedir desculpas pelas grosserias que tinha feito com ele, ao ver ela o rapaz se aproximou e perguntou está melhor hoje? Ela disse na verdade vim pedir desculpas e dizer que quero ser sua amiga, ele aceitou e disse eu trabalho faz aqui 15 anos nunca a vi, mora onde? Ela disse moro aqui mesmo e contou sua história, depois de falar bastante ele confidenciou a ela que nunca tinha namorado vivia sem tempo e nem tinha encontrado a alguém que despertasse o amor nele, isto até você aparecer aqui salientou o moço. Um tanto sem graça ela disse foi um prazer conhece-lo e quando puder vá até minha casa agora somos amigos ele pediu a ela se podia ver os discos de vinil antigos dela, sim ela respondeu e se foi. Dias depois enquanto ouvia suas músicas apaixonada e lembrava de Ivanildo, Malvino chamou no portão ela convidou a entrar e lhe mostrou os discos ele pediu emprestado, Mara ficou toda feliz e serviu um suco ao rapaz e depois ofereceu um pudim que ele aceitou de imediato disse que adorava pudins, e também adora pedalar de bicicleta nas estradas, o coração de Bel bateu forte seu falecido noivo também gostava de pudim e de pedalar na estrada sem pensar ela se convidou a ir com ele no dia que fosse pedalar ele ficou feliz e disse vamos hoje mesmo, à tarde saíram pedalaram bastante na volta pararam na barraca tomaram água de coco e conversaram bastante. Em pouco tempo eles estavam namorando e aos poucos Bel ia esquecendo Ivanildo para felicidade de sua família.


Texto de Luzia Couto. Direitos Autorais Reservados a autora. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer espécie ou divulgação de qualquer natureza, do todo ou parte dele sem autorização prévia e expressa da autora. Os Direitos estão assegurados nas Leis brasileiras e internacionais de proteção à propriedade intelectual e o desrespeito estará sujeito à aplicação das sanções penais cabíveis.