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Literatura | Romance | Felicidade e Salomé.


  Felicidade e Salomé são irmãs e vivem sozinhas numa zona rural longe da cidade, elas plantam de tudo e garantem seu sustento da li mesmo de suas terras, elas ficaram sozinhas depois da morte de seus pais, Felicidade tem 43 anos e Salomé tem 41 mas apresentam ter mais devido a luta diária no sol e no trabalho pesado. Quando os pais eram vivos ensinou as filhas a trabalhar na terra e tirar dela seu sustento sempre plantaram de tudo que precisavam desde o arroz até o café, e quando chegava a época de colher tinham que renovar os paios para suportar o peso da colheita. Em casa eles cultivavam grandes plantações de frutas e hortaliças que vendiam na cidade nos finais de semana. Criavam galinhas e porcos para comer, os ovos eles vendiam pois não dava conta em comer tantos os frangos iam crescendo eles iam comendo e outros chegando era sempre essa rotina. Quando os porcos estavam no ponto de abate eles abatiam fritavam e tiravam gordura nunca haviam comido óleo. As carnes magras eles fritavam e enlatavam nos tambores grandes de alumínio junto com as gorduras. As carnes gordas eles deixavam guardadas no freezer, assim sempre tinham carne para comer eles trabalhavam muito e não podiam ter uma alimentação fraca isto a família sabia. Após a morte dos pais elas duas ficaram seu único irmão era um médico que tinha ido morar fora do país decidiu viver longe da família.
As duas trabalhavam unidas e não paravam nem aos domingos pois era muito trabalho e somente as duas a fazer quando era época de planta os vizinhos davam uma mão eles faziam um mutirão e ajudavam as irmãs, sempre foram bondosas com a vizinhança e sempre foi assim desde o tempo de seus pais. Mas Salomé estava pensando seriamente em conseguir um marido assim teriam companhia e ajuda no trabalho Felicidade discordava dizia você não quer um marido quer um empregado é só pagar alguém e tudo certo, mas como pagar elas tinham algumas economias, mas era pouca, tinham gastos com as lavouras de café e agora que iriam fazer uma boa colheita teriam que pagar mão-de-obra. Os vizinhos sentiam vontade de ajuda-las, mas também tinham seus trabalhos. Uma certa tarde quando as duas voltavam da roça Felicidade pisou num monte de folhas e foi picada por uma cobra , Salomé gritou tanto que um dos vizinhos ouviu e vei correndo, quando deparou com a sena de Felicidade com a cobra esmigalhada presa nas mãos não se conteve disse meu Deus que força é esta mulher esmigalhou a cabeça dela com as mãos, mas depois viu que o caso era sério se tratava de uma cobra muito venenosa, chamou socorro e conduziu as irmãs a cidade chegando ao hospital a moça já havia desmaiado e Salomé chorava sem parar. Depois de atender a moça ele examinou a cobra e disse a Salomé era terá que ficar aqui é muito venenosa e ela corre perigo, a moça ficou desolada teria que voltar no sítio a casa estava aberta as criações sem comida ela estava faminta e precisava de um banho estava toda suja da lida.

Quando chegou em casa o vizinho disse quer que eu fique de companhia com você até arranjar tudo depois voltaremos ao hospital se quiser, mas como sabe o médico disse que não é necessário não pode fazer nada é só aguardar, mesmo assim eu quero ir. Tudo bem até terminar aí eu vou em casa e volto aproveito e trago comida para você, não precisa minha comida tá pronta se quiser pode comer aqui comigo. Atos aceitou e sentou-se a moça foi se banhar e Atos cheio de curiosidades em saber como era a mulher escondida atrás de tantas saias, ficou a espreita olhando do buraquinho da fechadura. Antes não tivesse olhado se deparou com um corpo escultural e belo a moça era linda sem roupas e se escondia por trás das saias grandes rodadas, ele ficou tão surpreso que esqueceu que alguém poderia chegar e ver. O outro vizinho chegou e disse oi o carro está pronto ele se assustou e esbarrou na porta, foi difícil explicar mas passou. Da aquela noite em diante Atos não conseguia parar de pensar em Salomé. Depois de uns dias as duas irmãs estavam almoçando em baixo da árvore de azeitonas estavam capinando o quintal onde tinha as árvores frutíferas, quando Atos gritou na porteira elas disseram estamos aqui chegue aqui, ele se aproximou e sentou também pegou uma xícara de café delas e ficou papeando, mas Felicidade disse diga a que veio estamos trabalhando, sim eu vou lhe dizer uma verdade preciso muito falar com você eu quero saber se tenho permissão para frequentar sua casa quero namorar Salomé, hum você andou dizendo algo a alguém Felicidade? Imagina mana jamais como ele sabe que quero um marido? Cale-se mana, mas era tarde o homem ficou sabendo da vontade da moça, elas disseram vamos pensar quem sabe falaremos disto outra hora, o homem disse, mas hoje é domingo como vou falar se vocês não param trabalham todos os dias que horas vão me ouvir a noite hoje à noite. Depois de um banho e lavar os cabelos grandes ela soltou e penteou-os colocou uma saia melhor e passou um desodorante o homem estava ansioso pela resposta, Felicidade disse tem permissão, mas se fizer minha mana sofrer esmigalho sua cabeça igual fiz com a cobra nunca duvide disto. Ele sorriu e disse meu coração está tomado de amor por Salomé, não sei como nunca havia reparado nela antes, mas agora só penso nela vivo por ela estou perdidamente apaixonado, quero me casar logo temos mais que idade para isto não vamos perder tempo.

Texto de Luzia Couto. Direitos Autorais Reservados a autora. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer espécie ou divulgação de qualquer natureza, do todo ou parte dele sem autorização prévia e expressa da autora. Os Direitos estão assegurados nas Leis brasileiras e internacionais de proteção à propriedade intelectual e o desrespeito estará sujeito à aplicação das sanções penais cabíveis.

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