Literatura | Conto | A menina que gostava de chuva.

Um dia frio e chuvoso como Línea gostava de ela ficava da janela olhando a rua onde pessoas passavam apressadas por causa da chuva e os carros passavam molhando tudo que estivesse ao lado, as crianças que brincavam na rua correndo nas poças de água gritavam e jogavam água uns nos outros isto para Línea era o máximo como ela sentia vontade de sair e fazer o mesmo, mas não podia estava presa a uma cadeira de rodas. Sua mãe Micaela sofria ao ver sua princesinha tão bela e jovem presa a uma cadeira sem poder andar mas sentia conformada pois sabia que se Deus lhe deu uma filha assim ela merecia e ainda mais porque sua filha era bela inteligente e tinha saúde apenas não podia andar, mas ela era feliz o que parecia. O Pai José não aceitava muito bem achava que era praga de uma cigana que conheceu na adolescência e havia lhe rogado uma praga, ele havia xingado a cigana que proferiu algumas palavras e ele entendeu como praga. Mas sua esposa não pensava assim sabia que Deus não castigaria uma criança. Línea ficava horas na janela olhando a rua de quando em vez alguém se aproximava e pedia para olhar e ver sua cadeira ela deixava não interpretava mal a curiosidade das pessoas. Nesta manhã estava frio e ela se agasalhou bem e foi para sua janela preferida, sua mãe levou uma xícara de chocolate quente e ela tomava enquanto observava a chuva que caia fininha lá fora, sua mão ficava sempre respondendo acenos das pessoas que a cumprimentavam, enquanto ela olhava distraída as gotinhas de chuva que entravam na janela e respingavam o chão formando uma peneira como ela dizia uma criança lhe chamou com uma voz doce e calma Línea deixa eu brincar com você? Ela se assustou e derramou o chocolate quente que respingou na menina em baixo da janela na rua. Pediu desculpas e começaram a conversar com a menina era Sofia e também tinha um problema de saúde. As duas se falaram e ela convidou a amiguinha a entrar e tomar um chocolate quente com ela. Enquanto brincavam elas foram se descobrindo e começaram a se ver uma na outra, a mãe ficou feliz agora sua princesa tinha uma amiga.

A primeira noite das meninas juntas.

Enquanto aguardava ansiosa a chegada de Sofia Línea escrevia poesias de amizade para entregar a menina que alegrara suas manhãs e agora já fazia parte de sua vida. Micaela se preocupava em preparar refeições gostosas para as duas meninas que brincavam sem se dar conta do tempo, uma certa manhã a menina chegou triste e com as mesmas roupas do dia anterior a mulher estranhou ela sempre chegava limpinha. Línea observando a menina triste perguntou e chorou ao ouvir a resposta, eu moro com minha avó que tem idade avançada, minha mãe quando eu nasci e tinha este problema ela me deixou e sumiu nunca mais a vimos, minha vó cuida de mim desde que nasci só que agora ela está doente e foi para o hospital eu fiquei sozinha. Micaela se apressou em arranjar umas roupas de sua filha e depois a levou ao um banho. Depois de um banho e roupas limpas elas almoçaram e foram brincar a tarde chegou e Sofia Iria embora para que estava só, então dormiu sua primeira noite na casa de sua amiguinha. Depois de orarem a noite e tomarem chá com biscoitos de nata elas foram dormir, durante a noite a menina teve pesadelos e. Línea ouviu os gritos apavorados da amiga, sua mãe chegou e acordou a menina que soluçava de tanto chorar, depois de acalma-la perguntou o que sonhara ela respondeu sempre tenho este sonho que minha mãe morre depois de me deixar com minha avó, eu só a conheço por fotos, mas sonho toda noite com ela e sempre a vejo morrendo chamando por meu nome.

Micaela resolve procurar a mãe de Sofia.

Micaela foi ao hospital onde avó da menina estava e conversou com ela depois tratou de colocar seu plano em ação iria encontrar a mãe daquela menina se ainda estivesse viva ela a acharia. Enquanto isto as filhas ficaram tão amigas quase irmãs não se separavam para nada estudavam juntas e brincavam e começaram a praticar esportes agora. Línea tinha companhia para anima-la. Depois de quase dois anos de busca e as meninas mais amigas, ela teve notícias da mulher. Descobriu que a mulher havia falecido num acidente de carro enquanto voltava a sua terra natal para buscar sua filha Sofia. Quase em seu estado o ônibus tombou e matou várias pessoas entre elas. Amora a mãe de Sofia. Micaela procurou a avó da menina e contou toda história e resolveram contar a verdade para a menina. Desde este dia Sofia dormiu tranquila sem ter pesadelos a noite, agora quando oravam ela sempre pedia por sua mãe e mandava beijos a ela. As meninas estavam felizes e agora participavam dos esportes para pessoas com deficiência. Sofia não tinha uma mão a esquerda e Línea não andava, mas ainda sim eram muito felizes tinha o amor de Micaela e José que acabou aceitando que não existe praga de cigana nenhuma, as ciganas são pessoas de bem e nunca desejariam mal a uma criança. A dona Zulmira avó de Sofia era um tanto doente, mas sempre cuidou da neta com carinho e agora já havia recomendado a neta a Micaela qualquer coisa lhe acontecesse. As meninas vivem viajando com a turma dos esportes e agora fazem balé isto sim era muita felicidade para a mãe que sonhou ser bailarina.  
Texto de Luzia Couto. Direitos Autorais Reservados a autora. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer espécie ou divulgação de qualquer natureza, do todo ou parte dele sem autorização prévia e expressa da autora. Os Direitos estão assegurados nas Leis brasileiras e internacionais de proteção à propriedade intelectual e o desrespeito estará sujeito à aplicação das sanções penais cabíveis.