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Literatura | Conto| jogo de cartas

Aquela noite cinzenta de inverno, todos se reuniam para jogar cartas na casa de dona Aldenira, aquele friozinho gostoso, um café quente uns biscoitos de polvilho, muitos contos e piadas, cartas distribuídas e muitos gritos e tapas na mesa. Como sempre o s.r. Pedro dona da casa não deixava ninguém sair antes da lua clarear a estrada, dizia com a lua clara fica bom de caminhar, o orvalho da noite cai no mato molha os pés e vocês andam mais rápido, todos riam dona Aldenira não deixava faltar café quente e biscoitos frito na hora, em meio a tantos casos Porcino tirou um assunto que interessou a uma pessoa especificamente Cleuza, ele começou a falar de vida pós morte.
 Muitos pediram para parar o assunto pois tinham medo de mortos, e também medo de voltar depois do jogo a lua clara estrada, aí pare s.r. Porcino pediram, porem ela pediu continue, assim ele continuou o assunto, esclarecendo as dúvidas e curiosidades. Explicou que existe vida pós morte, que estamos de passagem nesta terra, e que precisamos evoluir para o bem de nossa alma.
Neste espaço de tempo a lua nasceu linda no céu clareando tudo, com seu brilho prateado sobre as montanhas, dando um toque especial a natureza aumentando ainda mais a exuberância daquele lugar. Terminado o jogo de cartas todos se despediram dos donos da casa, desejaram boa noite agradeceram pelo carinho e se foram, o casal se preparou para dormir. Antes de chegar na estrada enquanto caminhavam em trilhos no meio do mato molhado, Elza lembrou do assunto e disse a Cleuza terá de me levar em casa eu não vou só, ela disse ora tão pertinho de casa avisto você até chegar na sua porta, mesmo assim terá que ir comigo pois tenho medo de mortos.
Ela disse besteira não precisa temer quem morreu, precisamos temer os vivos, explicando bem detalhado para que ela entendesse, quem viveu praticando sempre o bem amando e respeitando seu irmão, praticando de caridade humildade e amor, está na luz junto aos amigos de luz espíritos evoluídos, e jamais voltará para fazer mal a alguém. E os que morrem e não tem luz, perguntou Elza, olhe nem percebemos chegamos você não sentiu medo e ainda gostou da conversa, certo gostei sim pode deixar outro dia vou querer saber tudo sobre vida pós morte, riram despediram e cada uma seguiu seu caminho, ambas estavam ansiosas para outra noite de jogo de cartas e dar continuidade ao assunto. 

Texto escrito por Luzia Couto. Direitos Autorais Reservados a autora. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer natureza ou divulgação em qualquer meio, do todo ou parte desta obra, sem autorização expressa da autora sob pena de violação das Leis Brasileiras e Internacionais de Proteção aos Direitos de Propriedade Intelectual.



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