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Literatura | Poesia em versos | Resgatando a infância.

Quem não sente saudade da infância
Do tempo bom que foi ser criança
Onde tudo era sem malicia onde valia
O sorriso e a verdade da criança.


Lá no alto da aquele morro
Tem dois pilãozinho de vidro
Um bate outro responde
Moreno casa comigo.

Ribeirão que corre água
Corre areia no fundo
Seu amor está me matando
Já sou quase um defunto.

Eu de cá você de lá
Ribeirão passa no meio
Eu de cá dou um suspiro
Você de lá suspiro e meio.

Tico tico na gaiola
Sabiá na laranjeira
Quem quiser casar comigo
Tira a nota da ji beira.

Eu subi no pé de lima
Chupei lima sem querer
Amarguei a minha boca
De tanto esperar você.

Dizem que saudade mata
É mentira de quem falou
Se matasse eu não existia
De tanto esperar meu amor.

Moreno dos olhos verdes,
Olhos verdes encantador
Se eu morrer por estes dias
Seu olhar que me matou.

Atravessei o mar vermelho
Na ponta de um barbante
Arriscando a minha vida
Por causa de um estudante.

Felicidade não tem preço
Já dizia meu avô
Mas tem sim
Te digo meu senhor
Ser feliz é
Merecer o seu amor.

De tantos versos inocentes
De rimas e brincadeiras
A criança quando cresce
Sente saudades do que achava besteiras.


Texto da escritora Luzia Couto. Direitos Autorais Reservados a autora. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer natureza ou divulgação em qualquer meio, do todo ou parte desta obra, sem autorização expressa da autora sob pena de violação das Leis Brasileiras e Internacionais de Proteção aos Direitos de Propriedade Intelectual.
Luzia Couto é autora do Romance "Uma prisão no paraíso", á venda nas livrarias Clube de Autores (Versão Impressa) e Amazon (Versão Digital)






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