Pular para o conteúdo principal

Literatura | Conto | A cantora mirim.


  Leandra é uma menina de 07 anos muito inteligente e obediente, a seus pais tem, mais filhos Ana e Rikelme, ela é a mais nova e sempre cheia de dengos todos a tratam como se ela fosse um bebezinho, quando ela vai à escola seu irmão a leva na bicicleta e a deixa dentro da sala de aula na saída ele espera por ela no portão. As amiguinhas de Leandra adoram brincar com a menina e seus brinquedos, sua mãe sempre ensina que têm que compartilhar dos brinquedos com as amiguinhas. Na hora da merenda ele divide toda merenda que levar e suas amiguinhas também compartilham as delas, assim elas formam uma galerinha do bem. Ela conta a sua família toda atividade feita na escola, quando o professor anunciou que a escola iria promover um festival de música e dança ela foi a primeira se inscrever. A família ficou toda animada e começou a levar ela nas aulas de dança e canto, estava se saindo muito bem disse a professora de canto, ela tem uma voz muito boa e canta muito aprende rápido e a dança ela vai dançar feito uma profissional se preparem para ter uma cantora em casa família.
As semanas seguintes a menina ia a escola e depois se revezava entre canto e música o resto da tarde, quando a noite chegava estava cansada, mas muito feliz, a irmã dava total apoio dizia que ia ser irmã de cantora famosa Leandra enchia de esperança em poder se tornar uma cantora e ajudar a família. Dora dizia filha não empolgue tanto precisa ter os pés no chão vai que você não consegue ganhar este prêmio pense que muitas crianças se esforçando também. Claro que queremos que ganhe e temos muito orgulho em ter você inscrita, mas precisa estar preparada para ganhar e para perder. A menina dizia eu entendi mãe, se eu ganhar eu vou ajudar vocês, mas se eu perder terei competido e feito o meu melhor, a mãe se enchia de orgulho da filha. Nas horas vagas que era poucas nestas últimas semanas ela chamava suas amiguinhas e brincavam de bonecas e cozinha, elas faziam comidinha e tratava dos gatinhos que tinha na casa, os bichinhos quando via as meninas na cozinha ficavam todos brincando em volta esperando pelo agrado que receberiam. Ana a irmã havia comprado uma roupa especial e um sapato confortável para a irmãzinha não cansar muito na dança. As amiguinhas estavam encantadas com a roupa que era linda.
Na manhã do festival era um sábado e a menina estava ansiosa, mas confiante, o primeiro lugar receberia uma quantia em dinheiro, o segundo lugar receberia uma TV e o terceiro lugar receberia um brinde não identificado. Ela estava linda com seu vestido e sapatos novos, parecia uma princesa, a família toda estava radiante com apresentação da menina, a avó e as tias vieram da cidade vizinha o auditório da escola estava lotado. Quando começou as apresentações as crianças inscritas estavam perfeitas todos iam muito bem, depois da turma maior começaria a turma de Leandra 06 crianças da mesma faixa etária concorreriam com ela. As apresentações estavam lindas e muitos aplausos, a mãe estava preocupada elas todas estavam ótimas e se a filha não ganhasse ficaria muito decepcionada, a filha vendo a mulher preocupada aproximou e disse fique tranquila se eu não ganhar não faz mal estou feliz em participar e me preparei da melhor forma, então é só aguardar minha vez. A mulher deu um beijo na filha e disse Deus lhe abençoe meu anjo, você tem uma mentalidade adulta, eu sou a criança aqui. Minutos depois foi a vez de Leandra que cantou divinamente ganhando os aplausos de todo auditório de pé, foi muita emoção. Na hora de dançar ela deu um show levou todos presentes a se balançarem também. Na hora da premiação silêncio total, foram chamadas por categoria e faixa etária, as pessoas estavam assoviando e gritando pelo nome da menina, quando saiu o terceiro lugar a amiguinha Alice ganhou era um celular, o segundo foi uma menina da sétimo ano, a mãe estava roendo as unhas, a menina estava era cantando e nem se preocupava ou não demonstrava estar, o professor pediu um minuto e disse algumas palavras antes de anunciar o primeiro colocado, as mães estavam ansiosas, ai ele cumprimentou todos os participantes agradeceu a todos e ficou enrolando até que disse a primeira colocada é Leandra foi um show de assovio e gritos e palmas tudo misturado, o prêmio foi um cheque no valor de dois mil reais, não era muito, mas pra menina era muito queria dar a seus pais, mas a família iria depositar para investir na carreira no futuro, desde este dia ela se tornou muito conhecida e ganhou muitos outros festivais.


Texto de Luzia Couto. Direitos Autorais Reservados a autora. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer espécie ou divulgação de qualquer natureza, do todo ou parte dele sem autorização prévia e expressa da autora. Os Direitos estão assegurados nas Leis brasileiras e internacionais de proteção à propriedade intelectual e o desrespeito estará sujeito à aplicação das sanções penais cabíveis.

Mais Vistas do Mês

A menina que gostava da chuva.

Um dia frio e chuvoso como Línea gostava ela ficava da janela olhando a rua onde pessoas passavam apressadas por causa da chuva e os carros passavam molhando tudo que estivesse ao lado, as crianças que brincavam na rua correndo nas poças de água gritavam e jogavam água uns nos outros isto para Línea era o máximo como ela sentia vontade de sair e fazer o mesmo, mas não podia estava presa a uma cadeira de rodas. Sua mãe Micaela sofria ao ver sua princesinha tão bela e jovem presa a uma cadeira sem poder andar mas sentia conformada pois sabia que se Deus lhe deu uma filha assim ela merecia e ainda mais porque sua filha era bela inteligente e tinha saúde apenas não podia andar, mas ela era feliz o que parecia. O Pai José não aceitava muito bem achava que era praga de uma cigana que conheceu na adolescência e havia lhe rogado uma praga, ele havia xingado a cigana que proferiu algumas palavras e ele entendeu como praga. Mas sua esposa não pensava assim sabia que Deus não castigaria uma cria…

Poema | Ciclo da Vida.

Diante da vida coloco minhas expectativas de dias melhores e horas mais felizes e alegres, coloco minha esperança e minha angustia em saber que talvez esse dia nunca chegue. Coloco as tristezas e solidão, diante da vida dispo-me das mentiras que ocultamente atravessa os corações.
Diante da vida coloco a gratidão por todo bem recebido e acolhido de bom grado, coloco também a morte inesperada, mas sabida de todo vivente. Coloco também a verdade da vida sofrida que muitos vivem sem que outros saibam e possam estender-lhes as mãos.
Diante da morte não tem remédios todo ser vivente tomba independente do credo ou raça, morte é vida mesmo que pareça absurdo imaginar assim. Morrer para uns é vida para outros, talvez o sofrimento que faz corroer a carne não lhe vá corroer a alma assim o corpo morre, mas a alma vive eternamente.

Diante da morte e da vida não temos escolhas, nascemos, vivemos e depois morremos. Ao nascermos é alegria e festa, ao morrermos lágrimas e lamentos. Assim o ciclo inic…

Conto | Júlia a menina de rua.

Júlia é uma menina linda e perdida nas ruas, ela vive nas ruas desde seus quatro anos, sua mãe Jamyli a levava para escola quando foi assaltada e assassinada perto de Júlia. Desde esse dia a menina se perdeu nas ruas e nunca mais voltou para casa onde vivia sua avó que tinha mais de 70 anos. A avó procurou pela menina por muito tempo sem noticias. Enquanto isto Júlia vivia dormindo nas calçadas, longe de seu bairro, durante o dia comia restos de lixo e as vezes, ganhava um pedaço de pão de alguém que lhe oferecia. A noite chegava e Júlia se agarrava a seu ursinho de pelúcia e fazia sua pasta de cadernos de travesseiro. Na manhã seguinte ela caminhava sem rumo e acabava cada vez mais longe de sua avó. Numa destas manhãs ela encontrou outra criança um pouco mais velha que ela, Rita tinha 10 anos e ela tinha seis, fazia dois anos estava perdida nas ruas e seus sapatos havia estragado, ela andava descalça e seu vestido estava todo rasgado. Rita sempre procurava um local mais escondido, on…