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Literatura | Poema | Perguntas sem respostas.

     Fim de tarde de domingo, hoje sinto-me só com meus pensamentos a vagar como se fosse uma águia a voar na imensidão do céu, perdida em meus devaneios buscando uma resposta para tudo que procuro e não encontro. Voando nas distâncias que meu pensamento alcança eu vejo muitas nuvens escuras e poucas claras, parece que a chuva delas cairá a qualquer momento, molhando e clareando minhas ideias. Como queria poder sentir lavando toda busca incessante encontrar as respostas que meu coração não encontra em lugar algum. Queria entender como um coração se permite ser atropelado com tantas buscas nenhuma resposta, batendo de frente com ele me permito a contraria-lo e faze-lo sabedor que minha resposta está nele próprio e porque não me deixa agir me tornando assim um mero escravo de seus caprichos e orgulhos, ah coração ingrato por que deixa uma alma aflita sem respostas em suas dúvidas.
Todas as noites enquanto os pensamentos vagueiam em meio a tormentas e decepções você suspira sofre, mas não se decide, de que lado está? Responde ingrato coração não deixa meus pensamentos serem atropelados pelas truculências desta vida, uma única certeza seria o bastante para terminar minha busca no país das perguntas sem respostas. Assim um pedaço de mim morre a cada noite que viajo e volto sem nada, as bagagens estão cada vez mais pesadas me faz sentir cansada.


Texto de Luzia Couto. Direitos Autorais Reservados a autora. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer espécie ou divulgação de qualquer natureza, do todo ou parte dele sem autorização prévia e expressa da autora. Os Direitos estão assegurados nas Leis brasileiras e internacionais de proteção à propriedade intelectual e o desrespeito estará sujeito à aplicação das sanções penais cabíveis.

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