Pular para o conteúdo principal

Literatura | Romance | O primeiro beijo de Mirna.

         Mirna conheceu Astolfo numa festa de formatura de umas amigas na escola, ela tinha 20 anos e estava cursando designer, as amigas estavam terminando o segundo grau e também iriam para faculdade no ano seguinte, resolveram fazer uma grande festa e convidar os amigos dos amigos foi nesta noite que Mirna conheceu seu grande amor. Ela uma mulher bonita atraente e muito educada, sempre muito elegante por onde passava chamava atenção os homens se desmanchavam quando a viam. Ela por sua vez não havia pensado em namoro ainda era recatada e caseira, os pais trabalhavam no banco da cidade. Tinha uma irmã mais velha que estava namorando e pretendia se casar no próximo ano. A moça quando foi convidada por uma amiga estranhou a festa ser de formatura e convidando amigos de amigos, mas Lenilza esclareceu um professor deu a ideia e como a turma era grande decidiram arrecadar fundos assim cada um convidava um amigo e este convidava outro amigo, no fim uma grande festa e gasto baixo por que cada convidado contribuiu com uma quantia.
A noite Mirna se preparou como sempre ficou linda e muito elegante, colocou um vestido de festa cor de carne e exibia sensualidade, os homens da festa só tinham olhos para ela, mas foi Astolfo que ganhou seu primeiro olhar de malicia e sedução, ele ficou embriagado pela beleza e sensualidade da jovem que com sutileza lhe lançou um olhar destes de derrubar um homem. Ele pensou uma mulher discreta mas ao mesmo tempo ousada está joga no meu time, ele estava trabalhando numa empresa que cuidava da manutenção das estradas que cortava o município, sua família era de uma classe social alta e jamais aceitaria ele com uma jovem vulgar, foi nesse pensamento que aproximou-se de Mirna que discretamente ouviu e poucas palavras disse, mas seus olhos diziam tudo e seu corpo convidava ao amor, o vestido longo com mangas longas e transparentes com bordados e apliques e um corpo todo escultural que se movia dentro dele, um decote bem pequeno em v mas os seios sem sutiã e pequenos estavam tesos que ao menor toque deixaria tudo aflorado. Depois de algumas horas de conversa e umas taças de vinho saíram para sentar no jardim da praça da Matriz. Foi lá que Astolfo roubou o primeiro beijo de Mirna até então ela nunca tinha beijado, ele percebeu o quanto aquela mulher era inocente e disse-lhe eu prometo respeitar seus sentimentos até você ter certeza que quer mesmo namorar comigo, eu quero casar com você me apaixonei assim que te vi. Ela ponderada disse calma acabamos de nos conhecer, este foi meu primeiro beijo mas tenho certeza que é com você que quero beijar os melhores beijos pelo resto de minha vida.
Neste clima romântico eles ficaram até mais tarde quando ela foi para casa levando consigo a certeza que estava apaixonada pela primeira vez na vida. Quando contou a sua irmã e a sua mãe elas ficaram supercontentes, o pai achou que poderia não dar certo devido a família dele ser de classe alta, mas se ele o moço estava disposto não via mal algum. Quando o rapaz chegou na casa de Mirna ela estava linda à espera de seu grande amor, depois de muitas horas de conversas e caricias trocadas eles falaram com os pais dela, ele pediu permissão para namora-la em casa como ela tinha pedido, não queria ir namorar na rua, gostava do ambiente familiar. Tempos depois quando iam ficar noivos ela conheceu a família dele, ficou encantada com a sogra e as cunhadas Astolfo era o único homem da família. Marcaram o casamento e foi tudo lindo eles eram felizes a ponto de dar inveja, seus pais sempre diziam Deus os abençoe foram feitos um para o outro, como é belo ver um amor assim. Eles todas as tardes após o trabalho sentavam no jardim da casa onde moravam e ficavam namorando e observando a beleza das flores e da natureza, ela continuava muito sexy e carinhosa ele muito gentil e romântico eles eram o que se chamava de casal perfeito, tudo na perfeita sincronia e tudo era na base de muito amor, eles trocavam beijos ardentes e apaixonados escondidinhos no canto da casa e a funcionária olhava de esquina e dizia que casal é este, parece que se conheceram ontem nem parece que já tem filhos e estão envelhecendo, nesta paixão e amor eles viviam todos os dias e noites, quando um ia sair por algum motivo já dizia que sentiria saudades e logo voltaria, ao retornar era aquele romantismo todo de flores e chocolates que os filhos que tinham três já , diziam papai e mamãe parecem dois adolescentes namorando escondidos. Eles sempre pediam a Deus para nunca deixar eles mudarem sua maneira de amar e ver a vida com os olhos do amor.

Texto de Luzia Couto. Direitos Autorais Reservados a autora. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer espécie ou divulgação de qualquer natureza, do todo ou parte dele sem autorização prévia e expressa da autora. Os Direitos estão assegurados nas Leis brasileiras e internacionais de proteção à propriedade intelectual e o desrespeito estará sujeito à aplicação das sanções penais cabíveis.



Mais Vistas do Mês

A menina que gostava da chuva.

Um dia frio e chuvoso como Línea gostava ela ficava da janela olhando a rua onde pessoas passavam apressadas por causa da chuva e os carros passavam molhando tudo que estivesse ao lado, as crianças que brincavam na rua correndo nas poças de água gritavam e jogavam água uns nos outros isto para Línea era o máximo como ela sentia vontade de sair e fazer o mesmo, mas não podia estava presa a uma cadeira de rodas. Sua mãe Micaela sofria ao ver sua princesinha tão bela e jovem presa a uma cadeira sem poder andar mas sentia conformada pois sabia que se Deus lhe deu uma filha assim ela merecia e ainda mais porque sua filha era bela inteligente e tinha saúde apenas não podia andar, mas ela era feliz o que parecia. O Pai José não aceitava muito bem achava que era praga de uma cigana que conheceu na adolescência e havia lhe rogado uma praga, ele havia xingado a cigana que proferiu algumas palavras e ele entendeu como praga. Mas sua esposa não pensava assim sabia que Deus não castigaria uma cria…

Poema | Ciclo da Vida.

Diante da vida coloco minhas expectativas de dias melhores e horas mais felizes e alegres, coloco minha esperança e minha angustia em saber que talvez esse dia nunca chegue. Coloco as tristezas e solidão, diante da vida dispo-me das mentiras que ocultamente atravessa os corações.
Diante da vida coloco a gratidão por todo bem recebido e acolhido de bom grado, coloco também a morte inesperada, mas sabida de todo vivente. Coloco também a verdade da vida sofrida que muitos vivem sem que outros saibam e possam estender-lhes as mãos.
Diante da morte não tem remédios todo ser vivente tomba independente do credo ou raça, morte é vida mesmo que pareça absurdo imaginar assim. Morrer para uns é vida para outros, talvez o sofrimento que faz corroer a carne não lhe vá corroer a alma assim o corpo morre, mas a alma vive eternamente.

Diante da morte e da vida não temos escolhas, nascemos, vivemos e depois morremos. Ao nascermos é alegria e festa, ao morrermos lágrimas e lamentos. Assim o ciclo inic…

Conto | Júlia a menina de rua.

Júlia é uma menina linda e perdida nas ruas, ela vive nas ruas desde seus quatro anos, sua mãe Jamyli a levava para escola quando foi assaltada e assassinada perto de Júlia. Desde esse dia a menina se perdeu nas ruas e nunca mais voltou para casa onde vivia sua avó que tinha mais de 70 anos. A avó procurou pela menina por muito tempo sem noticias. Enquanto isto Júlia vivia dormindo nas calçadas, longe de seu bairro, durante o dia comia restos de lixo e as vezes, ganhava um pedaço de pão de alguém que lhe oferecia. A noite chegava e Júlia se agarrava a seu ursinho de pelúcia e fazia sua pasta de cadernos de travesseiro. Na manhã seguinte ela caminhava sem rumo e acabava cada vez mais longe de sua avó. Numa destas manhãs ela encontrou outra criança um pouco mais velha que ela, Rita tinha 10 anos e ela tinha seis, fazia dois anos estava perdida nas ruas e seus sapatos havia estragado, ela andava descalça e seu vestido estava todo rasgado. Rita sempre procurava um local mais escondido, on…