Pular para o conteúdo principal

Literatura | Conto | A viagem.

Na manhã do dia 12 de junho do ano 1999 onde tudo começou, era uma manhã linda de sol, era feriado na cidade. Mara ia sair com seu namorado para uma pequena viajem afim de conhecer um clube novo que havia sido inaugurado recente, Geraldo o namorado estava radiante era a primeira vez que viajavam sozinhos o pai de Mara era conservador não permitia certas liberdades. Tudo pronto uma mala pequena pois seria um fim de semana apenas, mas para eles era tudo que precisam, se despediram dos pais e ouviram as recomendações e seguiram viajem, poucas horas depois estavam no clube dos estudantes, um clube numa área rural próximo a cidade de Muzambinho, era lindo muito bem organizado e foram recepcionados com pompas, havia pagado um bom dinheiro por um fim de semana.
Geraldo era muito ciumento e cuidadoso com Mara, mas ela era linda sexy corpo esbelto chamava atenção de todos por onde passava, tão logo chegaram já atraia todos os olhares o que incomodava muito o rapaz, ele a convidou a dar uma volta pelo clube conhecer as instalações os jardins em fim, saíram de mãos dadas caminhando pelo jardim onde sentaram no banquinho e conversavam falavam do noivado da surpresa que fariam a seus pais. Mara disse meu amor vamos aproveitar e ver se temos condições de fazer a festa aqui, é pertinho e muito bonito este local estou encantada, o moço concordou, assim continuaram fazendo planos e namorando um pouco ali no jardim, de repente ouviram o sino batendo hora do almoço o restaurante do clube estava lotado, o som tocava alto na danceteria, muitas pessoas nenhum conhecido do jovem casal. Aproximaram da mesa se assentaram minutos depois o rapaz disse eu vou servir comida para você depois me sirvo, naquele Love todo ainda demorou a fila estava grande, quando se levantou disse meu amor não deixe ninguém puxar a cadeira próximo a você too de olho.
Tão logo ele saiu aproximou um moço moreno alto corpulento, cumprimentou a moça dizendo olá bela mulher tudo bem? Ela fez de desentendida mas ele continuou o que faz aqui só tão bela e solitária, ela respondeu estou com meu noivo, nesta hora Geraldo chegou com o almoço de Mara, oi cumprimentou o moço que estava na mesa, você o conhece meu amor, a moça disse baixinho não, ele aproximou assim que saiu, ele muito ciumento começou a interrogar o rapaz porque veio justo aqui na minha mesa, dê licença não é bem-vindo, a moça por sua vez disse calma meu amor vamos trocar de mesa, quando ia se levantar o moço disse isto não vai ficar assim, não estou acostumado a ser desprezado por nenhuma mulher, saiu dizendo coisas sem nexos. O gerente do clube se aproximou pediu desculpas e acalmou os ânimos já exaltados, no fim da tarde regressaram do passeio de barco e iriam se aprontar para danceteria e depois fariam um lanche. Tudo parecia normal quando eles adentraram a danceteria e começaram a dançar, rostinho coladinho, beijos no pescoço, de repente parou o som, o locutor disse esta música vai para a mulher mais linda da noite que está usando um vestido longo vermelho e tem cabelos negros e olhos verdes, o coração de Mara disparou, o rapaz continuou é um oferecimento de Bernardo que disse estar apaixonado por esta bela mulher.
Geraldo descontrolado saiu quebrando tudo e a moça chorando tentando impedir, foi uma confusão terrível. A polícia foi acionada e chegou rápido a tempo de impedir uma tragédia, pois os rapazes haviam travado luta corporal, Mara chorava muito, assim que os policiais prenderam Timóteo o rapaz da confusão, disseram ao casal de namorados, este rapaz traz desordem por onde passa, ele tem problemas mentais, mas a família não revela isto para ninguém, o que dificulta o entendimento das pessoas, pedimos desculpas e espero que fiquem e aproveitem o passeio, mas assim que acalmou tudo os jovens pegaram seus pertences e regressaram para casa, não importava o que tinham pagado, o importante era sair do local o quanto antes evitando maiores transtornos, no caminho conversaram bastante e decidiram fazer a festa de noivado em sua cidade mesmo, conheciam quase todo mundo e teriam paz, Mara ouviu o noivo dizendo você é a mulher mais linda da noite, e da terra toda, eu te amo, não vou perder você por nada nem para ninguém se beijaram demoradamente. 

Texto escrito por Luzia Couto. Direitos Autorais Reservados a autora. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer natureza ou divulgação em qualquer meio, do todo ou parte desta obra, sem autorização expressa da autora sob pena de violação das Leis Brasileiras e Internacionais de Proteção aos Direitos de Propriedade Intelectual.

Mais Vistas do Mês

A menina que gostava da chuva.

Um dia frio e chuvoso como Línea gostava ela ficava da janela olhando a rua onde pessoas passavam apressadas por causa da chuva e os carros passavam molhando tudo que estivesse ao lado, as crianças que brincavam na rua correndo nas poças de água gritavam e jogavam água uns nos outros isto para Línea era o máximo como ela sentia vontade de sair e fazer o mesmo, mas não podia estava presa a uma cadeira de rodas. Sua mãe Micaela sofria ao ver sua princesinha tão bela e jovem presa a uma cadeira sem poder andar mas sentia conformada pois sabia que se Deus lhe deu uma filha assim ela merecia e ainda mais porque sua filha era bela inteligente e tinha saúde apenas não podia andar, mas ela era feliz o que parecia. O Pai José não aceitava muito bem achava que era praga de uma cigana que conheceu na adolescência e havia lhe rogado uma praga, ele havia xingado a cigana que proferiu algumas palavras e ele entendeu como praga. Mas sua esposa não pensava assim sabia que Deus não castigaria uma cria…

Poema | Ciclo da Vida.

Diante da vida coloco minhas expectativas de dias melhores e horas mais felizes e alegres, coloco minha esperança e minha angustia em saber que talvez esse dia nunca chegue. Coloco as tristezas e solidão, diante da vida dispo-me das mentiras que ocultamente atravessa os corações.
Diante da vida coloco a gratidão por todo bem recebido e acolhido de bom grado, coloco também a morte inesperada, mas sabida de todo vivente. Coloco também a verdade da vida sofrida que muitos vivem sem que outros saibam e possam estender-lhes as mãos.
Diante da morte não tem remédios todo ser vivente tomba independente do credo ou raça, morte é vida mesmo que pareça absurdo imaginar assim. Morrer para uns é vida para outros, talvez o sofrimento que faz corroer a carne não lhe vá corroer a alma assim o corpo morre, mas a alma vive eternamente.

Diante da morte e da vida não temos escolhas, nascemos, vivemos e depois morremos. Ao nascermos é alegria e festa, ao morrermos lágrimas e lamentos. Assim o ciclo inic…

Conto | Júlia a menina de rua.

Júlia é uma menina linda e perdida nas ruas, ela vive nas ruas desde seus quatro anos, sua mãe Jamyli a levava para escola quando foi assaltada e assassinada perto de Júlia. Desde esse dia a menina se perdeu nas ruas e nunca mais voltou para casa onde vivia sua avó que tinha mais de 70 anos. A avó procurou pela menina por muito tempo sem noticias. Enquanto isto Júlia vivia dormindo nas calçadas, longe de seu bairro, durante o dia comia restos de lixo e as vezes, ganhava um pedaço de pão de alguém que lhe oferecia. A noite chegava e Júlia se agarrava a seu ursinho de pelúcia e fazia sua pasta de cadernos de travesseiro. Na manhã seguinte ela caminhava sem rumo e acabava cada vez mais longe de sua avó. Numa destas manhãs ela encontrou outra criança um pouco mais velha que ela, Rita tinha 10 anos e ela tinha seis, fazia dois anos estava perdida nas ruas e seus sapatos havia estragado, ela andava descalça e seu vestido estava todo rasgado. Rita sempre procurava um local mais escondido, on…