Pular para o conteúdo principal

Literatura | Conto | O Bistrô de Ester.

Quando a noite de aquele dia chegou Ester estava sozinha e seus dois filhos estavam na escola, eles estudavam o último ano do curso de biologia. O marido Frutuoso Filho estava na ordenhadeira fazendo a ordenha da noite e demorava um pouco a voltar para a casa, nessa espera de filhos e marido Ester resolveu tomar um vinho enquanto preparava uma carne recheada de frutas cítricas, quando eles chegassem ela terminaria o jantar e depois veriam um bom filme fazia dias aguardava pela presença deles para ver o filme. Em poucos minutos ela havia tomado dois cálices de vinho e servia o terceiro nesta hora o telefone tocou apressada em atender ela tropeçou no tapete e caiu não conseguia se levantar por mais que se esforçasse, o telefone tocou t e nada Natan disse a Silvio estranho mamãe sempre atende, esta hora deveria estar fazendo o jantar agora não sei que sabor de sorvete levo, mas deixa levaremos frutas e creme os preferidos dela. Silvio ligou no telefone do pai que dizia deixe seu recado. Os dois apressaram em chegar em casa, ao verem as luzes acesas e o cheiro de carne disse hum por isto não atendeu, mas sem resposta nenhuma entraram e deram com Ester caída no tapete, gritaram apavorados, mas seu pai ainda não tinha voltado. Os dois pegaram a mãe no colo colocaram na cama e Natan foi atrás do pai que nesta hora estava chegando também. Foi um corre até o pronto socorro mais próximo. Ester continuava dormindo eles então perceberam que sua perna estava quebrada e ela cheirava a vinho. Não haviam observado isto em casa. Depois de algumas horas ela fora encaminhada ao hospital para cirurgia tinha quebrado a tíbia, e os filhos voltaram em casa para apanhar roupas e documentos, Frutuoso resolveu ficar com ela até o amanhecer depois de tudo já no quarto ela explicou ao marido o que aconteceu e muito envergonhada pediu perdão. O marido cheio de carinho disse você não teve culpa e não foi o vinho que te derrubou, você tropeçou no tapete, os filhos cercaram a mãe de carinho e contrataram uma enfermeira para cuidar dela, conheciam a mulher sabia que se ficasse sozinha faria arte.


Os dias passaram e Ester estava adorando o carinho dos filhos.


Dois meses se passaram e só então retiraram o gesso da perna de Ester neste tempo ela curtiu muito os filhos que só desgrudavam dela para ir para o curso o marido fazia tudo às pressas para ficar perto dela. Isto ela estava gostando. Quando retirou o gesso e começou as seções de fisioterapia ele a levava todas as tardes e os filhos traziam de volta. Natan e Silvio adoravam a mãe e a comida que ela fazia, estavam sentindo falta por mais que Dorinha fizesse eles não comiam do mesmo jeito de antes. No primeiro dia depois de três meses sem chegar perto do fogão Ester resolveu fazer a mesma carne de antes. Começou cedo a preparar e começou também com o vinho, mas desta vez os filhos estavam presentes e o marido fez questão de acompanha-la no vinho apesar de não gostar. Depois de um belo jantar eles assistiram a um bom filme riram muito e foram dormir, pela manhã ela acordou cedo fez um bolo de laranja para Silvio e um de coco para Natan eles adoravam o bolo quentinho no café da manhã. Frutuoso sentia orgulho em ver a mulher tão dedicada a família e a casa, sempre teve ajudante mas nunca deixou ninguém fazer a comida dizia que a comida tinha que ser feita pela dona da casa que fazia com amor e abençoava a família.


O dia que Ester decidiu que queria fazer um curso de gastronomia.


Os filhos gostavam tanto das comidas que a mãe fazia que atormentaram até ela decidir fazer um curso de gastronomia a mulher que já era ótima no fogão ficou excelente fez o curso e ficou encantada com tantos pratos que conseguia inventar e brincar com os sabores, misturas e cores, foi tanto sucesso que resolveu abrir um bistrô onde servia seus pratos deliciosos todas as noites, os filhos e marido deram total apoio em pouco tempo a mulher se tornou uma grande empresaria no ramo de alimentação, os pratos faziam tanto sucesso que pessoas vinham de longe para comer em seu bistrô em pouco tempo ela abriu um restaurante onde deu trabalho a 8 mulheres menos favorecidas as quais ela conhecia bem, seu nome ficou famoso e as suas comidas faziam sucesso entre famosos e não famosos, pra ela não tinha ninguém melhor que ninguém todos eram tratados com o mesmo carinho e atenção isto fazia toda diferença, depois do expediente ela repartia as deliciosas comidas que sobrassem entre os pobres que já conheciam sua bondade, todas as noites eles aguardavam ela dar o sinal onde eles aproximavam se sentavam nas mesas chiques e comiam sentindo-se importantes, mas ela sempre dizia a eles vocês são meus convidados portanto comam a vontade e se acabar amanhã teremos mais. As cozinheiras observavam que sempre ela fazia além da conta de proposito mesmo, para servir a seus convidados depois. Os filhos e o esposo sentiam orgulho em ver Ester tão feliz cozinhando e ajudando o próximo


Texto de Luzia Couto. Direitos Autorais Reservados a autora. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer espécie ou divulgação de qualquer natureza, do todo ou parte dele sem autorização prévia e expressa da autora. Os Direitos estão assegurados nas Leis brasileiras e internacionais de proteção à propriedade intelectual e o desrespeito estará sujeito à aplicação das sanções penais cabíveis.

Mais Vistas do Mês

A menina que gostava da chuva.

Um dia frio e chuvoso como Línea gostava ela ficava da janela olhando a rua onde pessoas passavam apressadas por causa da chuva e os carros passavam molhando tudo que estivesse ao lado, as crianças que brincavam na rua correndo nas poças de água gritavam e jogavam água uns nos outros isto para Línea era o máximo como ela sentia vontade de sair e fazer o mesmo, mas não podia estava presa a uma cadeira de rodas. Sua mãe Micaela sofria ao ver sua princesinha tão bela e jovem presa a uma cadeira sem poder andar mas sentia conformada pois sabia que se Deus lhe deu uma filha assim ela merecia e ainda mais porque sua filha era bela inteligente e tinha saúde apenas não podia andar, mas ela era feliz o que parecia. O Pai José não aceitava muito bem achava que era praga de uma cigana que conheceu na adolescência e havia lhe rogado uma praga, ele havia xingado a cigana que proferiu algumas palavras e ele entendeu como praga. Mas sua esposa não pensava assim sabia que Deus não castigaria uma cria…

Poema | Ciclo da Vida.

Diante da vida coloco minhas expectativas de dias melhores e horas mais felizes e alegres, coloco minha esperança e minha angustia em saber que talvez esse dia nunca chegue. Coloco as tristezas e solidão, diante da vida dispo-me das mentiras que ocultamente atravessa os corações.
Diante da vida coloco a gratidão por todo bem recebido e acolhido de bom grado, coloco também a morte inesperada, mas sabida de todo vivente. Coloco também a verdade da vida sofrida que muitos vivem sem que outros saibam e possam estender-lhes as mãos.
Diante da morte não tem remédios todo ser vivente tomba independente do credo ou raça, morte é vida mesmo que pareça absurdo imaginar assim. Morrer para uns é vida para outros, talvez o sofrimento que faz corroer a carne não lhe vá corroer a alma assim o corpo morre, mas a alma vive eternamente.

Diante da morte e da vida não temos escolhas, nascemos, vivemos e depois morremos. Ao nascermos é alegria e festa, ao morrermos lágrimas e lamentos. Assim o ciclo inic…

Conto | Júlia a menina de rua.

Júlia é uma menina linda e perdida nas ruas, ela vive nas ruas desde seus quatro anos, sua mãe Jamyli a levava para escola quando foi assaltada e assassinada perto de Júlia. Desde esse dia a menina se perdeu nas ruas e nunca mais voltou para casa onde vivia sua avó que tinha mais de 70 anos. A avó procurou pela menina por muito tempo sem noticias. Enquanto isto Júlia vivia dormindo nas calçadas, longe de seu bairro, durante o dia comia restos de lixo e as vezes, ganhava um pedaço de pão de alguém que lhe oferecia. A noite chegava e Júlia se agarrava a seu ursinho de pelúcia e fazia sua pasta de cadernos de travesseiro. Na manhã seguinte ela caminhava sem rumo e acabava cada vez mais longe de sua avó. Numa destas manhãs ela encontrou outra criança um pouco mais velha que ela, Rita tinha 10 anos e ela tinha seis, fazia dois anos estava perdida nas ruas e seus sapatos havia estragado, ela andava descalça e seu vestido estava todo rasgado. Rita sempre procurava um local mais escondido, on…