Pular para o conteúdo principal

Literatura | Contos | O triste fim da família flores.

    Uma família vivia muito triste por estar passando por momentos difíceis, o homem Atílio vivia preocupado como faria para sustentar suas filhas e sua esposa Amarílis, eles tinham 04 filhas e nenhum filho, mas o casal estava feliz com as filhas, viviam tristes com a situação, trabalho pesado e árduo na fazenda do Januário, ele somente trabalhando não daria conta era muita terra para cuidar e plantar. Amarílis lhe ajudava pouco pois tinha problemas de saúde e não aguentava o sol nem peso. As filhas Açucena, Margarida, Verbena e Violeta todas com nomes de flores Amarílis tinha paixão por flores e quando teve as filhas não teve dúvidas lhes daria nomes lindos de flores. Atílio não gostou muito, mas não quis aborrecer a esposa, eles eram felizes no amor. Mas uma coisa triste estava para acontecer com a família. Januário o dono das terras se encantou por Verbena a filha do meio, era linda e não tinha idade para saber o que queria, apesar do homem ser solteiro a fama dele era péssima, todas as mulheres que namoravam com ele foram agredidas e depois abandonadas. Mas a moça estava caidinha pelo homem feio velho e sem escrúpulos, o pai tentou de todas a s formas impedir até foi mandando embora da fazenda, mas a filha não entendia e fugia de onde morava para vir encontrar com Januário. Uma certa tarde seu pai estava trabalhando como diarista numa fazenda vizinha a de seu ex patrão quando ouviu gritos de uma mulher gritando por socorro, escutou parecia com a voz de Verbena, mas ele a tinha deixado em casa e àquela hora ela estaria na escola. Sendo assim continuou seu trabalho estava faminto e cansado queria voltar logo para casa. Algum segundo ouviu novamente socorro... O triste fim de Verbena e a tristeza da família seria muita por muitos e longos anos, Januário ficaria preso por pouco tempo e logo estaria livre para fazer novas vítimas, mas até quando ele ficaria impune de um pai sedento por vingança.

O fim de Verbena.

Quando Atílio ouviu novamente o pedido de socorro teve certeza era sua filha saiu correndo desesperado, mas quando chegou a filha estava deitada no chão inerte estava morta havia levado uma pancada forte na cabeça e quebrou o pescoço o ex patrão bateu nela com o cabo do machado e a jogou em cima de uma pedra, foi um desespero total o homem foi preso, mas a filha não voltaria a vida. Muito triste a família se mudou da li para uma outra cidade não muito longe enquanto Januário jurava vingança por ter sido preso. Poucos meses depois ele foi solto por falta de provas, mas todos sabiam que era ele, as outras mulheres aproveitaram e também o denunciaram, mas nada adiantou. Ele estava de volta a fazenda e com mais agressividade agora dizia que beberia o sangue de toda família de Verbena. O pai da moça ficou sabendo e com muito medo pensava em se vingar do homem antes que ele o matasse também. Amarílis e as outras filhas foram mandadas para a casa de parentes a mulher estava deprimida e só pensava em sua linda filha que se foi, as três que estavam com ela sentiam tristes imaginando que a mãe não gostava delas. Ainda não entendiam a dor de uma mãe quando perde um filho. Em pouco tempo elas saberiam notícias de seu pai e estavam ansiosas. O homem mandava cartas para outro parente para este enviar a elas, tudo por medo do homem descobrir o paradeiro de suas flores, havia podado uma antes do tempo não deixaria que fizesse com as outras. Depois de muitos anos eles se reuniram para festejar o aniversário de 18 anos de Violeta a caçula. Nesta data a família estava mais conformada, mas ainda sim chorava a perca da filha. As filhas conversavam com os convidados quando foram informadas que havia chegado um convidado de longe assustadas imaginaram quem poderia ser, mas nem poderiam imaginar que fosse o ex patrão. A vingança de Atílio ou a vingança de Januário quem sobreviveria aquela noite para o fim da família das flores.

O fim da família das mulheres flores chegara.

Quando elas viram o homem cheio de capangas armados elas começaram a chorar e abraçaram sua mãe que chorava e rezava, os convidados foram dispersos pelos homens de Januário, e agora a conversa séria entre ele e Atílio, o homem viajou mais de 500 km para destruir a família de seu ex funcionário. Ele foi logo dizendo as mulheres, eu queria me casar com Verbena mas ela não aceitou só queria namorar e fazer amor, eu não queria matá-la foi um acidente eu só bati nela porque ela gostava de apanhar todas a s mulheres gostam de apanhar, nesta hora começou a bater de cinto nas filhas de Atílio que não suportando pegou uma foice que estava encostada por trás da porta e lançou no pescoço de Januário que se virou e mesmo caindo puxou o gatilho e matou Amarílis e Açucena, Atílio ainda tentou salvar Violeta, mas foi baleado por um dos homens de Januário que ao ver o patrão caindo cheio de sangue atirou em Atílio . Da família sobrou apenas Atílio para chorar a perca de todo seu jardim florido. Januário morreu também, mas sua família estava toda morta e sua vida destruída, tudo por uma teimosia de sua filha, agora ele sofria terrivelmente além dos gritos de socorro de Verbena que nunca saíram de seus ouvidos agora os gritos das outras 04 mulheres de sua vida. Que vida teria de agora em diante só restava rezar e pedir perdão a Deus por não ter evitado aquela tragédia, ele se culpava apesar de não ter culpa, como ele poderia imaginar que a filha mentiria e fugiria da escola andaria aquele tanto somente para encontrar aquele homem asqueroso. Anos depois ele ainda se encontrava num hospital psiquiátrico falando sozinho chamando por suas belas flores que agora enfeitavam o jardim do céu. 

Texto de Luzia Couto. Direitos Autorais Reservados a autora. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer espécie ou divulgação de qualquer natureza, do todo ou parte dele sem autorização prévia e expressa da autora. Os Direitos estão assegurados nas Leis brasileiras e internacionais de proteção à propriedade intelectual e o desrespeito estará sujeito à aplicação das sanções penais cabíveis.


Mais Vistas do Mês

A menina que gostava da chuva.

Um dia frio e chuvoso como Línea gostava ela ficava da janela olhando a rua onde pessoas passavam apressadas por causa da chuva e os carros passavam molhando tudo que estivesse ao lado, as crianças que brincavam na rua correndo nas poças de água gritavam e jogavam água uns nos outros isto para Línea era o máximo como ela sentia vontade de sair e fazer o mesmo, mas não podia estava presa a uma cadeira de rodas. Sua mãe Micaela sofria ao ver sua princesinha tão bela e jovem presa a uma cadeira sem poder andar mas sentia conformada pois sabia que se Deus lhe deu uma filha assim ela merecia e ainda mais porque sua filha era bela inteligente e tinha saúde apenas não podia andar, mas ela era feliz o que parecia. O Pai José não aceitava muito bem achava que era praga de uma cigana que conheceu na adolescência e havia lhe rogado uma praga, ele havia xingado a cigana que proferiu algumas palavras e ele entendeu como praga. Mas sua esposa não pensava assim sabia que Deus não castigaria uma cria…

Poema | Ciclo da Vida.

Diante da vida coloco minhas expectativas de dias melhores e horas mais felizes e alegres, coloco minha esperança e minha angustia em saber que talvez esse dia nunca chegue. Coloco as tristezas e solidão, diante da vida dispo-me das mentiras que ocultamente atravessa os corações.
Diante da vida coloco a gratidão por todo bem recebido e acolhido de bom grado, coloco também a morte inesperada, mas sabida de todo vivente. Coloco também a verdade da vida sofrida que muitos vivem sem que outros saibam e possam estender-lhes as mãos.
Diante da morte não tem remédios todo ser vivente tomba independente do credo ou raça, morte é vida mesmo que pareça absurdo imaginar assim. Morrer para uns é vida para outros, talvez o sofrimento que faz corroer a carne não lhe vá corroer a alma assim o corpo morre, mas a alma vive eternamente.

Diante da morte e da vida não temos escolhas, nascemos, vivemos e depois morremos. Ao nascermos é alegria e festa, ao morrermos lágrimas e lamentos. Assim o ciclo inic…

Conto | Júlia a menina de rua.

Júlia é uma menina linda e perdida nas ruas, ela vive nas ruas desde seus quatro anos, sua mãe Jamyli a levava para escola quando foi assaltada e assassinada perto de Júlia. Desde esse dia a menina se perdeu nas ruas e nunca mais voltou para casa onde vivia sua avó que tinha mais de 70 anos. A avó procurou pela menina por muito tempo sem noticias. Enquanto isto Júlia vivia dormindo nas calçadas, longe de seu bairro, durante o dia comia restos de lixo e as vezes, ganhava um pedaço de pão de alguém que lhe oferecia. A noite chegava e Júlia se agarrava a seu ursinho de pelúcia e fazia sua pasta de cadernos de travesseiro. Na manhã seguinte ela caminhava sem rumo e acabava cada vez mais longe de sua avó. Numa destas manhãs ela encontrou outra criança um pouco mais velha que ela, Rita tinha 10 anos e ela tinha seis, fazia dois anos estava perdida nas ruas e seus sapatos havia estragado, ela andava descalça e seu vestido estava todo rasgado. Rita sempre procurava um local mais escondido, on…