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Literatura | Conto | Manhã de Setembro.

     Certa manhã de setembro Werica se levantou e disse a seu marido Aluísio eu queria ir na cidade fazer umas compras estou querendo comprar umas roupas novas e uma bolsa, acho que este ano nós vamos a casa de mamãe passar o natal com ela, O marido disse querida ainda estamos em setembro faltam três meses até o natal, mas ao vê-la sorrindo com um sorriso lindo e com um brilho especial nos olhos ele não resistiu e disse tudo bem vai meu amor, eu vou fazer à cerca  da divisa com meu irmão os homens já estão me esperando vá com atenção na estrada e dirija com cuidado, ela tinha medo de dirigir na pista, sempre ele a incentiva a perder o medo e colocava ela na direção, mas ela sentia medo dizia que tinha complexos de movimentos de carros nas pistas. Ela o beijou demoradamente e se foi, ele foi para o trabalho pensando como amo esta mulher, o que seria de mim sem ela, minha vida certamente não existiria. Uma mulher capaz de deixar sua família seu emprego na capital costumada com mordomias e boa vida, tinha o mundo a seus pés e veio morar a aqui nesta fazenda velha e cheia de plantas, ela deve me amar muito também, tenho que valorizar muito. Horas depois ela voltou da cidade com várias sacolas de compras e com os cabelos todos arrumados tinha mudado o visual. Quando o marido chegou em casa à tardinha ficou surpreso Werica estava linda e havia preparado um jantar especial para eles era data de aniversário que se conheceram, ela imaginava que ele tinha esquecido, todos os anos eles comemoravam como se tivesse se conhecido naquele dia.
Depois do banho e se barbear eles tomaram uma taça de vinho sentados à beira da piscina e se beijaram apaixonadamente, em seguida ela disse amor vamos esperar bem a noite chegar, que acha de tomarmos mais um vinho, ele pensou ela está armando por que será quer que fique escuro para servir o jantar, não me deixou ver o jantar trouxe o vinho aqui, aí tem. Ela queria que tivesse escuro para acender as velas perfumadas que trouxe da cidade. O jantar ia ser surpresa havia trago filé de camarão e um champanhe muito bom que eles tomaram quando se conheceram numa festa da cantina Italiana o vinho era sempre o mesmo para eles desde essa época. Mas umas taças de vinho e escureceu totalmente, eles se beijaram ardentemente seus corpos convidavam ao amor, então ali mesmo na beira da piscina se amaram e ficaram olhando o céu estrelado e ouvindo os insetos que gritavam cada um em sua linguagem saudando a natureza. Depois de fazer amor eles tomaram um longo banho e ela foi servir o jantar tão esperado por ele. A mesa estava linda montada no jardim as velas perfumavam suavemente o ambiente, as flores lindas no jardim não foram colhidas ela dizia que flor bonita que ser no pé, se tirar morrem. Neste clima romântico e sedutor ela serviu o jantar mais gostoso que fez nos últimos dias. Ela foi busca-lo no quarto enquanto ele ainda se refazia das duas vezes seguidas que fizeram amor, estava cansado havia trabalhado o dia todo trabalho pesado fazendo cercas. Ele adorou a surpresa e depois de muitos beijos tomaram o champanhe e jantaram ele elogiou a comida saborosa que havia preparado, e tirou do bolso da camisa uma caixinha fininha que nem demonstrava ter algo dentro e depois de um longo beijo a entregou, ela abriu e quase perdeu a voz tamanha emoção era uma gargantilha de brilhantes que havia vendido quando iam se casar, ela dizia que não a usaria mesmo morando na fazenda não tinha onde ir com uma peça tão rara e cara.
Depois de colocar em seu pescoço e a beijar e dizer o quanto amava, foi ela entregar seu presente, abriu a gaveta da mesa de jantar e tirou um rolex que havia comprado para ele, o dele havia sido roubado num assalto a alguns anos, ela economizou na mesada que seu pai lhe dava e comprou para seu amado o relógio que ele tanto gostava. Ele disse meu amor estou muito feliz amei meu presente, mas você gastou toda sua mesada na prestação deste relógio, ela disse meu amor paguei a vista estou economizando faz é tempo. E perguntou e você como recuperou minha gargantilha ainda estava na joalheria todos estes anos, ele disse meu amor esta é uma história longa desde aquela época estava juntando dinheiro para compra-la de volta pra você, não era justo desfazer de uma peça que havia ganhado de sua avó e tinha tanto apreço por você, quando disse que tinha vendido para eu comprar mais bois, eu fiquei triste pois sabia que era cara e rara, então pedi a seu pai que fosse e comprasse de volta, eu ia pagando até conseguir recupera-la, e aqui está linda em seu pescoço que é o lugar dela, nunca mais será vendida, é o adorno pro seu belo pescoço. Ela chorou e depois se beijaram mais e mais, tomaram mais champanhe e ficaram namorando olhando a natureza sob a luz perfumada das velas enquanto no jardim o vento balançava as flores e trazia seu perfume para perfumar ainda mais o amor que unia os dois.  
Texto de Luzia Couto. Direitos Autorais Reservados a autora. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer espécie ou divulgação de qualquer natureza, do todo ou parte dele sem autorização prévia e expressa da autora. Os Direitos estão assegurados nas Leis brasileiras e internacionais de proteção à propriedade intelectual e o desrespeito estará sujeito à aplicação das sanções penais cabíveis.




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