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Literatura | Conto | Almoço em família.

  Sempre que Lanet ia fazer compras levava sua filha e sua irmã menor para passear no parquinho e andar nos carrinhos bate-bate, elas adoravam Emily e Kemily eram lindas chamavam atenção de todos pelos belos olhos verdes que tinham. A mãe toda orgulhosa parava e dava atenção aos curiosos, esta tarde enquanto as filhas brincavam ela falava com um senhor que tomava conta do parquinho, ele explicava que gostava quando alguém responsável ficava com as crianças, existiam pais que deixava as crianças e sumiam demoravam a voltar. Ela concordou com ele filhos a gente não deixa longe de nossos olhos, mas nem todos pensavam assim, depois de uma hora de brincadeiras ela pegou as filhas e foram, então disse a Emily que tinha 09 anos, você olha sua irmã enquanto faço as compras, elas ficaram observando o carrinho do mercado, queriam andar nele, depois de explicar a elas que não podia, deu um sorvete a elas e continuou. Ao fim quando saíram para voltar para casa, a mulher lembrou da encomenda de sua mãe, um tanto apressada voltou ao mercado e seguiram para casa. Sua mãe aguardava aflita estava armando chuva de todos os lados, o céu estava escuro e o vento indicava que a chuva não demorava a chegar. Quando elas estavam juntas não sentiam medo, desde que o pai e o marido morreram num acidente por causa de chuva elas ficaram assim.
       Tão logo entrou, a chuva caiu muito vento e trovões, as meninas se aninharam na cama onde a vó sempre ficava quando sentia medo. Após o mal tempo foram assistir um filme de animais de estimação as meninas gostavam muito, fizeram pipocas e guaraná para todas foi muita risada e muito eu quero um, quando Isabel disse a Lanet para trazer preparo para sorvete a filha estranhou para que tanto, mas agora começava a entender, a mãe pretendia fazer uma surpresa para os netos e queria bastante sorvetes a criançada adora. Domingo teriam um almoço de família, todas as três filhas estariam presentes, as outras duas moravam na cidade vizinha e tinham uns 04 filhos, o almoço seria servido no quintal embaixo do pé de manga era fresquinho e tinha uma mesa grande com 04 bancos em volta, cabia todos sentados a volta da mesa. Tudo pronto para reunião do dia seguinte, muitos potes de sorvete e doces de pêssegos e figo enchiam o freezer, na geladeira havia uma torta de frutas muito saborosa que Isabel havia preparado, elas fariam uma carne assada que estava temperada marinando, um arroz de forno e creme de abóbora com bacon que era o preferido de Tais a filha caçula.
      O dia amanheceu lindo e o sol brilhava forte no céu azul, as filhas chegaram com suas famílias, os genros e netos maiores foram tomar uma cerveja e assar batatas e milho para as crianças, aproveitaram o forno quente e resolveram fazer broinhas de fubá com polvilho e queijo, foi uma festa, quando o almoço saiu passava das 13 horas todos estavam cansados e queriam comer, foi muito bom todos reunidos alegres, muitas piadas e fotos para o face, fizeram um longo vídeo com as palhaçadas das crianças e adultos. Após o show de sorvetes eles queriam mesmo era cair na piscina, muita algazarra enquanto mãe e filhas conversavam sobre o próximo almoço que seria na casa da filha mais velha, este foi na filha do meio, o ultimo seria em Tais a mais nova, depois voltava e assim por diante, Isabel sentia orgulho em manter a família unida após o trágico acidente que levou marido e genro, a partir daí ela vai morar com a filha. Quando todos se foram elas novamente ficaram só as 04, cuidaram de tudo e foram descansar segunda as filhas tinham escola logo cedo, assim a semana começou e toda rotina, escola, compras parquinho e almoço de domingo, e uma família linda e reunida.


Texto de Luzia Couto. Direitos Autorais Reservados a autora. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer espécie ou divulgação de qualquer natureza, do todo ou parte dele sem autorização prévia e expressa da autora. Os Direitos estão assegurados nas Leis brasileiras e internacionais de proteção à propriedade intelectual e o desrespeito estará sujeito à aplicação das sanções penais cabíveis.

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A menina que gostava da chuva.

Um dia frio e chuvoso como Línea gostava ela ficava da janela olhando a rua onde pessoas passavam apressadas por causa da chuva e os carros passavam molhando tudo que estivesse ao lado, as crianças que brincavam na rua correndo nas poças de água gritavam e jogavam água uns nos outros isto para Línea era o máximo como ela sentia vontade de sair e fazer o mesmo, mas não podia estava presa a uma cadeira de rodas. Sua mãe Micaela sofria ao ver sua princesinha tão bela e jovem presa a uma cadeira sem poder andar mas sentia conformada pois sabia que se Deus lhe deu uma filha assim ela merecia e ainda mais porque sua filha era bela inteligente e tinha saúde apenas não podia andar, mas ela era feliz o que parecia. O Pai José não aceitava muito bem achava que era praga de uma cigana que conheceu na adolescência e havia lhe rogado uma praga, ele havia xingado a cigana que proferiu algumas palavras e ele entendeu como praga. Mas sua esposa não pensava assim sabia que Deus não castigaria uma cria…

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Júlia é uma menina linda e perdida nas ruas, ela vive nas ruas desde seus quatro anos, sua mãe Jamyli a levava para escola quando foi assaltada e assassinada perto de Júlia. Desde esse dia a menina se perdeu nas ruas e nunca mais voltou para casa onde vivia sua avó que tinha mais de 70 anos. A avó procurou pela menina por muito tempo sem noticias. Enquanto isto Júlia vivia dormindo nas calçadas, longe de seu bairro, durante o dia comia restos de lixo e as vezes, ganhava um pedaço de pão de alguém que lhe oferecia. A noite chegava e Júlia se agarrava a seu ursinho de pelúcia e fazia sua pasta de cadernos de travesseiro. Na manhã seguinte ela caminhava sem rumo e acabava cada vez mais longe de sua avó. Numa destas manhãs ela encontrou outra criança um pouco mais velha que ela, Rita tinha 10 anos e ela tinha seis, fazia dois anos estava perdida nas ruas e seus sapatos havia estragado, ela andava descalça e seu vestido estava todo rasgado. Rita sempre procurava um local mais escondido, on…