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Literatura | Conto | Uso da internet.

  Uma certa noite Julia estava em uma rede social e conheceu uma mulher que despertou sua atenção ela era destas mulheres que chamam atenção mesmo sem ter beleza aparente. Se apresentaram e depois de muita conversa descobriram que tinham algo em comum, ambas eram enfermeiras, e como Julia cuidava de sua mãe doente não tinha como sair para festas a noite e então ocupava o tempo nas redes sociais. Aline morava bem próximo da nova amiga, e também não gostava de sair depois do trabalho, ela dava plantões no hospital local. As duas novas amigas se falavam todos os dias, as mães delas Berta e Aldeneid sempre perguntavam o que tanto falavam, mas sempre respondiam mãe temos muito em comum, exemplo nós duas cuidamos de nossas mães, trabalhamos na mesma área e mais, temos os mesmos gostos, gostamos de ficar em casa e comer massas. Berta sorriu e disse filha cuidado com amizades assim sem se conhecer pessoalmente, de outro lado Aldeneid dizia mesma coisa, assim as duas moças continuaram por muito tempo até um dia marcar de se conhecerem pessoalmente.
     Na data marcada as duas estavam ansiosas para o encontro, o local marcado era uma lanchonete que ficava entre a rua das duas amigas. Ao se verem foi uma emoção que tomou conta delas, se abraçaram e choraram estavam frente a frente, agora podiam falar olhando nos olhos. Depois de comerem seu prato preferido as massas, tomaram um vinho Julia convidou Aline a ir a sua casa, mas sem saber que estava mais próximo da casa da amiga, foi muito bom conhecer você disse Julia, amiga disse o mesmo, e resolveram tomar um taxi e conhecer uma a mãe da outra, imagina a surpresa que não foi quando Aline disse ser filha de Aldeneid Braga, Berta disse eu tenho uma prima irmã com este nome, eu sou Berta Braga, ai o papo rendeu, e faltava conhecer a mãe de Aline agora. Depois de alguns dias as amigas se encontraram agora com fotos da família, e foi uma descoberta as duas eram primas de sangue realmente, Berta e Aldeneid havia se distanciado ainda na adolescência, e nunca mais tiveram notícias. As moças promoveram um encontro entre as primas, foi uma festa.
     Na manhã seguinte as quatro mulheres se encontraram na mesma lanchonete e conversaram muito mataram saudades dos tempos de criança, e agora as filhas sabiam ser primas não precisam se resguardar tanto uma com a outra, sempre faziam confidencias mas com reservas, agora não tinha motivos para reservas, sabiam que carregava o mesmo sangue, e isto era maravilhoso, as mães até melhoraram a saúde agora saiam com as filhas no fim de tarde para tomar café na cafeteria e comer massas  na lanchonete italiana. Sempre ligavam e marcavam almoço e jantares uma na casa da outra, as filhas trabalhavam e continuavam muito amigas como sempre foram desde que se conheceram, as mulheres haviam ficado viúvas quase na mesma época, ambas eram bonitonas e bem novas ainda, se quisessem poderiam até arranjar pretendentes, mas as moças diziam para que arranjar namorado nesta fase da vida, deixa isto para nós que estamos jovens ainda, mas prometemos cuidar de vocês sempre, e lembrem sempre podem fazer muitas amizades nas redes sociais, basta ter juízo, não é assim que falavam conosco, pois bem viram existe coisas ruins e boas basta ter responsabilidade quando usar,. Foi a internet que aproximou as primas novamente e muitas outras parentes que não se viam fazia tempo.  
.Texto de Luzia Couto. Direitos Autorais Reservados a autora. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer espécie ou divulgação de qualquer natureza, do todo ou parte dele sem autorização prévia e expressa da autora. Os Direitos estão assegurados nas Leis brasileiras e internacionais de proteção à propriedade intelectual e o desrespeito estará sujeito à aplicação das sanções penais cabíveis.

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Conto | Júlia a menina de rua.

Júlia é uma menina linda e perdida nas ruas, ela vive nas ruas desde seus quatro anos, sua mãe Jamyli a levava para escola quando foi assaltada e assassinada perto de Júlia. Desde esse dia a menina se perdeu nas ruas e nunca mais voltou para casa onde vivia sua avó que tinha mais de 70 anos. A avó procurou pela menina por muito tempo sem noticias. Enquanto isto Júlia vivia dormindo nas calçadas, longe de seu bairro, durante o dia comia restos de lixo e as vezes, ganhava um pedaço de pão de alguém que lhe oferecia. A noite chegava e Júlia se agarrava a seu ursinho de pelúcia e fazia sua pasta de cadernos de travesseiro. Na manhã seguinte ela caminhava sem rumo e acabava cada vez mais longe de sua avó. Numa destas manhãs ela encontrou outra criança um pouco mais velha que ela, Rita tinha 10 anos e ela tinha seis, fazia dois anos estava perdida nas ruas e seus sapatos havia estragado, ela andava descalça e seu vestido estava todo rasgado. Rita sempre procurava um local mais escondido, on…