Pular para o conteúdo principal

Literatura | Conto | Humilhada e exaltada.

 Se tudo que Valquíria ouvisse fosse verdade as coisas não estavam acontecendo em sua vida como estão, a moça trabalha estuda e tem namorado compromissado, ela luta muito para conseguir realizar o grande sonho de sua vida. A moça tem uma família grande e humilde que depende de seu trabalho para ajudar no orçamento, seu namorado Abílio sempre comenta que ela é muito boa sempre ajuda as pessoas necessitadas, a começar pela família. Na escola onde estudava todos a criticavam e diziam que ela era perturbada e ridícula e vários outros títulos feios, todos a humilhavam. Mesmo assim a moça nunca desanimou diante dos obstáculos se virava como podia corria atrás do prejuízo e buscava força nas orações, tudo que diziam dela entrava por um ouvido e saia por outro, até que um dia umas moças resolveram desafiar em público chamaram ela de todos os nomes feios e todas humilhações possíveis, foram a seu local de trabalho e detonaram sua imagem, mas ela como tinha caráter e humildade fez de conta que não era com ela, Abílio ao saber ficou triste e desanimado com Valquíria, ela porem não se abateu levou na esportiva e seguiu sua vida. A família sentia vergonha em ser pobre as irmãs da moça evitavam que soubessem quem eram, ao contrário da moça que sempre fez questão em dizer que era pobre e trabalhadora.
      Meses após o episódio das moças na rua, ela estava em seu local de trabalho conversando com uma senhora de idade que lhe aconselhava sobre o namorado e casamento, um rapaz aproximou e entregou a ela um bilhete com palavras humilhantes e desagradáveis, ela leu encheu os olhos de lagrimas e mostrou a senhora que disse, filha o mal feito fica para quem faz, deixa pra lá você é superior a tudo isto, seu chefe confia em seu trabalho seus estudos vão indo bem e o namorado se quiser se aborrecer com estas bobagens é porque não te ama de verdade. Ela pensou bem e disse a Sra. tem razão, vou continuar ignorando e assim o fez, com o tempo terminou os estudos e seu chefe a promoveu de atendente a gerente, apesar se simples era muito bonita. Alguns meses depois Abílio voltou dizendo ter arrependido de afastar sem explicações, ela disse tudo bem seremos amigos mas namorar não quero mais, você jurou amor eterno a mim, mas bastou essas coisas acontecerem para se afastar justo quando mais precisei de você, mas tudo bem já passou agora é vida nova terminei meus estudos e fui promovida vou ter um salário melhor e continuar ajudando minha família. Um belo dia chegou na loja um revendedor e olhou nos olhos dela e disse como havia reparado em você é linda e encantadora, ela sorriu sem dizer nada, o rapaz foi embora mas pediu o telefone dela, sem querer ser mal-educada ela disse não tenho telefone, sou pobre trabalho para ajudar minha família. O homem observou a sinceridade nos olhos da jovem e disse a partir de hoje terá vou deixar este com você e compro outro para mim, ela disse não posso aceitar, mas seu chefe lhe encorajou até aceitar.
     Seu chefe falou menina esse sujeito eu conheço faz tempos é gente boa de caráter e ficou interessado em ti, ela sorriu e respondeu bondade sua, sou pobre e não tenho atributos para atrair simpatias de ninguém, claro que tem por que acha que apostei em ti, conheço de olhar quem é boa pessoa, a noite Queiroz ligou ela meio sem jeito atendeu ele falou gostei de você e tenho um pedido a fazer namora comigo? Como, não posso o senhor tem posses eu sou uma pobre trabalhadora, isto me atraiu em você aceita diz que sim, com muita insistência ela aceitou, começaram a namorar e de repente ele visitou sua família e já falaram em casamento, e foi rápido os meses passados noivaram e marcaram a data. Daí quatro meses estaria casada como seria a vida de sua família sem sua ajuda, nunca pensava em si primeiro. Queiroz preciso lhe falar eu estou preocupada em deixar minha família sem a ajuda que dou todo mês, não pense meu amor vamos dar um jeito. A cerimônia foi simples como ela quis sem festas e só para as famílias dela e do noivo. Mas ela teve uma surpresa muito grande seu marido era um homem bem de vida, tinha muitos imóveis alugados e uma bela casa onde foi morar com ela, ele tinha uma empresa que vendia tecidos e outra que vendia sapatos para fora do pais, ela quase enfartou e disse e porque trabalha como revendedor, ele disse eu não trabalho como viu fui aquele dia porque meu funcionário passou mal chegando em sua cidade, eu tive que ir, é tanto que nunca havia me visto antes em tantos anos que trabalhava lá, ela concordou é verdade. Sendo minha cara trarei sua família para morar aqui e trabalharão comigo tenho serviço para todos. Mas agora quero saber qual é seu grande sonho que me disse quando conhecemos. Ah meu amor é construir um lar para os desabrigados e para os idosos que vivem sem carinho de suas famílias, pois bem seu sonho é uma ordem para mim vamos realizar, foram até a cidade dela compraram uma casa grande e montaram tudo conforme ela quis, depois contrataram três funcionárias para cuidar de tudo, as pessoas que criticavam e humilhavam antes agora baixavam os olhos ao verem a humilde moça se tornar uma senhora rica, outras pessoas começaram a bajular mas ela sempre repudiava quem bajulava, assim toda cidade passou a admirar a moça pobre que nunca deu ouvidos as injurias sofridas.

Texto de Luzia Couto. Direitos Autorais Reservados a autora. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer espécie ou divulgação de qualquer natureza, do todo ou parte dele sem autorização prévia e expressa da autora. Os Direitos estão assegurados nas Leis brasileiras e internacionais de proteção à propriedade intelectual e o desrespeito estará sujeito à aplicação das sanções penais cabíveis.

Mais Vistas do Mês

A menina que gostava da chuva.

Um dia frio e chuvoso como Línea gostava ela ficava da janela olhando a rua onde pessoas passavam apressadas por causa da chuva e os carros passavam molhando tudo que estivesse ao lado, as crianças que brincavam na rua correndo nas poças de água gritavam e jogavam água uns nos outros isto para Línea era o máximo como ela sentia vontade de sair e fazer o mesmo, mas não podia estava presa a uma cadeira de rodas. Sua mãe Micaela sofria ao ver sua princesinha tão bela e jovem presa a uma cadeira sem poder andar mas sentia conformada pois sabia que se Deus lhe deu uma filha assim ela merecia e ainda mais porque sua filha era bela inteligente e tinha saúde apenas não podia andar, mas ela era feliz o que parecia. O Pai José não aceitava muito bem achava que era praga de uma cigana que conheceu na adolescência e havia lhe rogado uma praga, ele havia xingado a cigana que proferiu algumas palavras e ele entendeu como praga. Mas sua esposa não pensava assim sabia que Deus não castigaria uma cria…

Poema | Ciclo da Vida.

Diante da vida coloco minhas expectativas de dias melhores e horas mais felizes e alegres, coloco minha esperança e minha angustia em saber que talvez esse dia nunca chegue. Coloco as tristezas e solidão, diante da vida dispo-me das mentiras que ocultamente atravessa os corações.
Diante da vida coloco a gratidão por todo bem recebido e acolhido de bom grado, coloco também a morte inesperada, mas sabida de todo vivente. Coloco também a verdade da vida sofrida que muitos vivem sem que outros saibam e possam estender-lhes as mãos.
Diante da morte não tem remédios todo ser vivente tomba independente do credo ou raça, morte é vida mesmo que pareça absurdo imaginar assim. Morrer para uns é vida para outros, talvez o sofrimento que faz corroer a carne não lhe vá corroer a alma assim o corpo morre, mas a alma vive eternamente.

Diante da morte e da vida não temos escolhas, nascemos, vivemos e depois morremos. Ao nascermos é alegria e festa, ao morrermos lágrimas e lamentos. Assim o ciclo inic…

Conto | Júlia a menina de rua.

Júlia é uma menina linda e perdida nas ruas, ela vive nas ruas desde seus quatro anos, sua mãe Jamyli a levava para escola quando foi assaltada e assassinada perto de Júlia. Desde esse dia a menina se perdeu nas ruas e nunca mais voltou para casa onde vivia sua avó que tinha mais de 70 anos. A avó procurou pela menina por muito tempo sem noticias. Enquanto isto Júlia vivia dormindo nas calçadas, longe de seu bairro, durante o dia comia restos de lixo e as vezes, ganhava um pedaço de pão de alguém que lhe oferecia. A noite chegava e Júlia se agarrava a seu ursinho de pelúcia e fazia sua pasta de cadernos de travesseiro. Na manhã seguinte ela caminhava sem rumo e acabava cada vez mais longe de sua avó. Numa destas manhãs ela encontrou outra criança um pouco mais velha que ela, Rita tinha 10 anos e ela tinha seis, fazia dois anos estava perdida nas ruas e seus sapatos havia estragado, ela andava descalça e seu vestido estava todo rasgado. Rita sempre procurava um local mais escondido, on…