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Literatura | Homenagem a meu pai.

Hoje vou prestar uma homenagem a uma pessoa muito importante em minha vida, “seu” Jorge, homem de bem, digno, correto, honesto, de caráter firme e trabalhador. Hoje não mais trabalha como antes, pois o tempo lhe tingiu os cabelos com a brancura da neve. Seu rosto bonito hoje coberto com rugas deixadas como marcas das jornadas de trabalho e das pedras que encontrou em seu caminho, pedras que juntas o ajudaram a construir um belo castelo de exemplos para seus filhos e especialmente para mim. Um pai presente nos momentos mais importantes na vida de um filho, como na primeira comunhão, no casamento, nos nascimentos dos netos, nos momentos de dor e angústias, mas também nos momentos de alegria. Na minha vida ele esteve presente em todos os momentos, fossem bons ou ruins, ele sempre estava por perto. Momentos que sua presença eternizou pela sua maneira de participar deles. Meu pai viajava muito quando mais novo, conheceu vários estados Brasileiros. Na sua juventude trabalhou em grandes companhias industriais e depois com mais idade viajou muito a passeios. Gostava de visitar os parentes e amigos. A família como era numerosa ficava, pois somos 05 mulheres e 01 homem (o caçula) Nós ficávamos com nossa mãe, cuidando dos afazeres e de nosso irmão. Meu pai ficou um pouco debilitado de saúde após a morte de uma das filhas ainda jovem, vitima de um câncer. Após isso meu pai mudou muito, mas o tombo maior veio em seguida com a morte da minha mãe. Outro golpe para o seu Jorge, que desde então limitou-se a ficar em casa.


Sem os conselhos e exemplos dados por ele, com certeza eu não seria a pessoa que sou e por isso devo a ele a formação do meu caráter. Um pai que chorou comigo as minhas maiores dores, ele que jurou nunca entrar em um avião por medo de uma queda, enfrentou várias horas de voo para passar seu aniversário comigo em 2014. Avião para ele era para ver na televisão. Hoje ele sai de Minas Gerais e voa para Aracaju Sergipe tranquilamente. Este é o seu Jorge, paizão que amo muito. Meu pai com 81 anos de vida e muitas dificuldades, mas também muitas alegrias e hoje tudo que peço a Deus é que o conserve com saúde para aproveitar as coisas boas desta vida. Sou grata pelo seu amor e carinho. Seu, Jorge, meu querido pai, receba meu amor, carinho e muito respeito, grata por me dar a vida. Eu te amo pai.
Texto de Luzia Couto. Direitos Autorais Reservados a autora. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer espécie ou divulgação de qualquer natureza, do todo ou parte dele sem autorização prévia e expressa da autora. Os Direitos estão assegurados nas Leis brasileiras e internacionais de proteção à propriedade intelectual e o desrespeito estará sujeito à aplicação das sanções penais cabíveis.

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A menina que gostava da chuva.

Um dia frio e chuvoso como Línea gostava ela ficava da janela olhando a rua onde pessoas passavam apressadas por causa da chuva e os carros passavam molhando tudo que estivesse ao lado, as crianças que brincavam na rua correndo nas poças de água gritavam e jogavam água uns nos outros isto para Línea era o máximo como ela sentia vontade de sair e fazer o mesmo, mas não podia estava presa a uma cadeira de rodas. Sua mãe Micaela sofria ao ver sua princesinha tão bela e jovem presa a uma cadeira sem poder andar mas sentia conformada pois sabia que se Deus lhe deu uma filha assim ela merecia e ainda mais porque sua filha era bela inteligente e tinha saúde apenas não podia andar, mas ela era feliz o que parecia. O Pai José não aceitava muito bem achava que era praga de uma cigana que conheceu na adolescência e havia lhe rogado uma praga, ele havia xingado a cigana que proferiu algumas palavras e ele entendeu como praga. Mas sua esposa não pensava assim sabia que Deus não castigaria uma cria…

Poema | Ciclo da Vida.

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Diante da vida coloco a gratidão por todo bem recebido e acolhido de bom grado, coloco também a morte inesperada, mas sabida de todo vivente. Coloco também a verdade da vida sofrida que muitos vivem sem que outros saibam e possam estender-lhes as mãos.
Diante da morte não tem remédios todo ser vivente tomba independente do credo ou raça, morte é vida mesmo que pareça absurdo imaginar assim. Morrer para uns é vida para outros, talvez o sofrimento que faz corroer a carne não lhe vá corroer a alma assim o corpo morre, mas a alma vive eternamente.

Diante da morte e da vida não temos escolhas, nascemos, vivemos e depois morremos. Ao nascermos é alegria e festa, ao morrermos lágrimas e lamentos. Assim o ciclo inic…

Conto | Júlia a menina de rua.

Júlia é uma menina linda e perdida nas ruas, ela vive nas ruas desde seus quatro anos, sua mãe Jamyli a levava para escola quando foi assaltada e assassinada perto de Júlia. Desde esse dia a menina se perdeu nas ruas e nunca mais voltou para casa onde vivia sua avó que tinha mais de 70 anos. A avó procurou pela menina por muito tempo sem noticias. Enquanto isto Júlia vivia dormindo nas calçadas, longe de seu bairro, durante o dia comia restos de lixo e as vezes, ganhava um pedaço de pão de alguém que lhe oferecia. A noite chegava e Júlia se agarrava a seu ursinho de pelúcia e fazia sua pasta de cadernos de travesseiro. Na manhã seguinte ela caminhava sem rumo e acabava cada vez mais longe de sua avó. Numa destas manhãs ela encontrou outra criança um pouco mais velha que ela, Rita tinha 10 anos e ela tinha seis, fazia dois anos estava perdida nas ruas e seus sapatos havia estragado, ela andava descalça e seu vestido estava todo rasgado. Rita sempre procurava um local mais escondido, on…