Pular para o conteúdo principal

Literatura | Conto | O noivado frustrado de Laurecy.

     Tudo que Laurecy queria era um dia de sol depois de tantos dias de chuva, a moça queria viajar ir ao encontro de seu grande amor, mas como no interior a maiorias das estradas são de terra ela teria que esperar o tempo melhorar. Péricles o noivo estava à espera da noiva ele ia apresentar a moça a sua família, os pais de Péricles eram um tanto exigentes, ele temia que não aprovassem seu casamento. Laurecy era bonita educada e muito trabalhadora, mas mora no interior não pode cursar uma faculdade, como ela poderia ajudar ele com trabalho, sem estudos não consegue um bom trabalho, tudo preocupava o rapaz, passado os dias o tempo melhorou e a moça viajou com sua mãe até a casa do noivo, ela tinha comprados roupas e sapatos novos para ela e a mãe, não queria sentir feia perto da futura sogra já que os sogros eram tão exigentes o que fariam com ela, aceitariam ou não seu casamento? Perguntas sem respostas até chegarem a cidade neste dilema a viajem durou 08 horas de ônibus, quando chegaram exaustas o rapaz esperava por elas no terminal rodoviário. Assim que viu a noiva seus olhos encheram de brilho, seu coração bateu forte, ele a amava muito, no caminho foi falando de seus planos com a sogra e seu grande amor, os pais aguardavam sua chegada com as visitas, foram recebidas com carinho e atenção, mas uma pitada de veneno no olhar, os olhos de Nathalia não perdia a futura nora de vista, enquanto falava com Stela mãe de Laurecy a mulher questionou porque a nora não tinha estudado e como pretendia morar na cidade grande, e casar e ajudar seu filho no orçamento da casa, sabe que hoje tudo que comprar a moça paga a metade, a mulher ficou sem saber o que falar mas respondeu o que achava ser certo, em nossa família os homens trabalham e sustentam a casa, as mulheres cuidam da casa e dos filhos, se um homem não pode sustentar uma casa sem ajuda da mulher, então não deveria casar, pois não está preparado.
     E neste empasse a situação complicou de modo que romperam o noivado ali mesmo, voltaram para casa, um tempo depois Péricles tentou se reaproximar de Laurecy que ainda muito ferida não aceitou. Todos da cidade queriam saber o que havia acontecido, mas elas nunca contaram a ninguém da malvada da ex sogra. A família da moça procurava não lembrar do acontecido para ver se a filha esquecia e se alegrava um pouco andava muito triste ultimamente, o tempo foi passando ela continuava vendendo seus produtos de beleza e agora iria fazer um curso técnico de enfermagem havia visto o anuncio e achou que conseguiria pagar com seus produtos. Estava começando a estudar em casa primeiro, comprou as apostilas e no próximo semestre começaria o curso, e pensava preciso encontrar um namorado e esquecer de uma vez por todas do ex, e jogar essa tristeza fora.
     Mas como nada é para sempre a moça não ficou triste por muito tempo, em um passe de mágica conheceu um rapaz que mexeu com seu coração, um bem mais velho que ela, mas não apresentava ser, Bento havia chegado na cidade a poucos dias era o médico que atendia no Centro médico. Eles se conheceram por acaso, ela estava vendendo seus produtos de beleza e ao sair da casa de sua amiga esbarrou nele saindo do banco, se apresentaram e daí começou um clima, depois de vários dias se falando por telefone ele a convidou para sair e tomar um sorvete, ela meio sem graça aceitou, mas estava desanimada havia lembrado muito de seu ex esses dias. No fim da tarde se aprontou e foi ao encontro, Bento quando a viu teve certeza era a mulher de sua vida, ele com seus 50 anos, ela com 20, mas amor não tem idade, pensando assim ao terminarem o sorvete a convidou para sentar na pracinha um pouco e conversarem, disse que gostou muito dela e queria namora-la, ela contou o que havia passado há um ano atrás. Mas ele insistiu e começaram o namoro, tão logo quis ir em sua casa e conhecer seus pais, depois de concordar em recebe-lo em casa a moça contou a seu pai, ele achou certo já estava na hora da filha ser feliz e esquecer de vez o passado. Bento preparou uma surpresa para sua amada, hoje faz seis meses que estamos namorando, vamos jantar fora, durante o jantar ele a pediu em casamento e colocou o anel em seu dedo, passado mais cinco meses se casaram, continuaram morando na cidade ela continuava seu curso e ajudava ele em seu consultório particular, que tão logo firmaram namoro havia montado, o ex quando soube ficou arrependido de ter escutado sua mãe, pois ele amava e achava que ela esperaria por ele para sempre, mas a felicidade bateu na porta dela, agora casada com médico e por cima trabalha junto, não era isto que sua mãe tanto queria?

Texto escrito por Luzia Couto. Direitos Autorais Reservados a autora. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer natureza ou divulgação em qualquer meio, do todo ou parte desta obra, sem autorização expressa da autora sob pena de violação das Leis Brasileiras e Internacionais de Proteção aos Direitos de propriedade intelectual.



Mais Vistas do Mês

A menina que gostava da chuva.

Um dia frio e chuvoso como Línea gostava ela ficava da janela olhando a rua onde pessoas passavam apressadas por causa da chuva e os carros passavam molhando tudo que estivesse ao lado, as crianças que brincavam na rua correndo nas poças de água gritavam e jogavam água uns nos outros isto para Línea era o máximo como ela sentia vontade de sair e fazer o mesmo, mas não podia estava presa a uma cadeira de rodas. Sua mãe Micaela sofria ao ver sua princesinha tão bela e jovem presa a uma cadeira sem poder andar mas sentia conformada pois sabia que se Deus lhe deu uma filha assim ela merecia e ainda mais porque sua filha era bela inteligente e tinha saúde apenas não podia andar, mas ela era feliz o que parecia. O Pai José não aceitava muito bem achava que era praga de uma cigana que conheceu na adolescência e havia lhe rogado uma praga, ele havia xingado a cigana que proferiu algumas palavras e ele entendeu como praga. Mas sua esposa não pensava assim sabia que Deus não castigaria uma cria…

Poema | Ciclo da Vida.

Diante da vida coloco minhas expectativas de dias melhores e horas mais felizes e alegres, coloco minha esperança e minha angustia em saber que talvez esse dia nunca chegue. Coloco as tristezas e solidão, diante da vida dispo-me das mentiras que ocultamente atravessa os corações.
Diante da vida coloco a gratidão por todo bem recebido e acolhido de bom grado, coloco também a morte inesperada, mas sabida de todo vivente. Coloco também a verdade da vida sofrida que muitos vivem sem que outros saibam e possam estender-lhes as mãos.
Diante da morte não tem remédios todo ser vivente tomba independente do credo ou raça, morte é vida mesmo que pareça absurdo imaginar assim. Morrer para uns é vida para outros, talvez o sofrimento que faz corroer a carne não lhe vá corroer a alma assim o corpo morre, mas a alma vive eternamente.

Diante da morte e da vida não temos escolhas, nascemos, vivemos e depois morremos. Ao nascermos é alegria e festa, ao morrermos lágrimas e lamentos. Assim o ciclo inic…

Conto | Júlia a menina de rua.

Júlia é uma menina linda e perdida nas ruas, ela vive nas ruas desde seus quatro anos, sua mãe Jamyli a levava para escola quando foi assaltada e assassinada perto de Júlia. Desde esse dia a menina se perdeu nas ruas e nunca mais voltou para casa onde vivia sua avó que tinha mais de 70 anos. A avó procurou pela menina por muito tempo sem noticias. Enquanto isto Júlia vivia dormindo nas calçadas, longe de seu bairro, durante o dia comia restos de lixo e as vezes, ganhava um pedaço de pão de alguém que lhe oferecia. A noite chegava e Júlia se agarrava a seu ursinho de pelúcia e fazia sua pasta de cadernos de travesseiro. Na manhã seguinte ela caminhava sem rumo e acabava cada vez mais longe de sua avó. Numa destas manhãs ela encontrou outra criança um pouco mais velha que ela, Rita tinha 10 anos e ela tinha seis, fazia dois anos estava perdida nas ruas e seus sapatos havia estragado, ela andava descalça e seu vestido estava todo rasgado. Rita sempre procurava um local mais escondido, on…