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Literatua | Conto | Um banho de cachoeira

Um dia de domingo, depois do almoço junto com a família Dora resolveu sair dar umas voltas de carro com as amigas, iriam numa cachoeira famosa perto da cidade vizinha. A moça se preparou e disse aos pais eu vou com Angelita e Nilva conhecer uma cachoeira pertinho aqui, mas nunca fui, os pais preocupados com a filha disse querida hoje é domingo almoçamos todos reunidos, seus irmãos e primos estão aqui você vai sair, deixa para outro dia água é sempre perigoso depois de comer, Dora disse não se preocupem não vou entrar na água vou só ver mesmo, conhecer, os pais abençoaram e lá se foi a moça.
Angelita e Nilva também havia convidada Beth e já esperavam por Dora, encontraram-se e foram destino a cachoeira. Chegando lá havia muitas moças e rapazes logo se enturmaram e resolveram jogar vôlei, assim o tempo passou nem perceberam, quando deram conta já era de tarde o sol se punha por trás das montanhas. Beth disse meninas estamos exaustas nem entramos na água vamos entrar um pouquinho a gente se refresca está muito calor, todas concordaram menos Dora que havia prometido aos pais não entrar. Assim as meninas começaram a colocar seus biquínis e foram logo pois a noite aproximava, Dora se sentou numa pedra ligou seu celular no rádio e ficou ouvindo, pensou mamãe deve estar preocupada comigo está escurecendo logo as estrelas aparecem, mas é as meninas como vou sem elas resolveu gritar por Angelita que respondeu calma amiga espere um pouquinho mais, já iremos. Passados uns minutos a noite chegou as estrelas saltitaram no céu e começaram a brilhar, meninas por favor chega nossos pais devem estar preocupados, nesse instante Nilva gritou socorro estou presa numa pedra me ajudem por favor, correram todas em direção onde vinha os gritos, esforços para retirar a pedra em vão, os pés de Nilva estavam bem presos não saia com a força delas, e agora como vamos fazer?
Em casa os pais de Dora estavam apavorados já passava das 20 horas e nada, resolveram então ir ao encontro das moças, entraram no carro apressados o pai e o irmão de Dora seguiram sentido a cachoeira, no caminho paravam perguntavam ninguém sabia de nada, as meninas estavam desesperadas choravam, oravam, como fazer iria uma delas sozinha buscar socorro, não podiam deixar a outra só, oh Deus ajude-nos por favor!
Jesus atendeu a súplica delas um farol clareou a curva da estrada fazendo um clarão nas águas do rio, quem será estaria no carro pensaram e disseram seja quem for vai nos ajudar, para alegria delas era o pai de Dora que foi logo descendo do carro abraçando a filha, Deus meu que susto o que houve, sem esperar pela resposta deu falta de Nilva e foi dizendo onde está elas mostraram e foram todos salvar a moça, demoram para remover um pedaço da pedra que era bastante grande onde os pés se prenderam, a moça estava com toda ranhada de tentar locomover entre as pedras, senhor Manoel como soube de nós? Quem disse ninguém viu todos tinham ido, quando resolvemos entrar na água, ele respondeu coração de pai e mãe nunca engana, por isto decidimos verificar estávamos preocupados pois está tarde para um banho de cachoeira. Assim que todas se reuniram para voltar agradeceram ao senhor pelo socorro, e pela vida de todos poderia ter sido pior, se abraçaram e refletiram sobre a vida bem precioso que precisa dar valor, voltaram para suas casas amedrontadas porem com uma certeza os pais sempre tem razão, e Deus nunca nos abandona
Texto escrito por Luzia Couto. Direitos Autorais Reservados a autora. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer natureza ou divulgação em qualquer meio, do todo ou parte desta obra, sem autorização expressa da autora sob pena de violação das Leis Brasileiras e Internacionais de Proteção aos Direitos de Propriedade Intelectual.



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