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Literatura | Conto | Trabalho e solidariedade.

Afinal mais uma semana estava começando Augusta queria apenas um dia de folga para ir ao encontro de seu amor que morava umas horas de distância de sua cidade, a moça trabalhava no salão de beleza fazia dois anos nunca tinha pedido folga, estava sem férias, reclamou estou cansada, preciso de férias, mas sua chefe era severa e exploradora relutava em dar folgas. Assim que a moça fechou o salão depois das 21 horas exausta e com sono, pensou amanhã eu não irei abrir este salão, vou visitar meu amor, toda vez que ele vem quase não tenho tempo para namorar, mas amanhã eu vou. Pensando assim caminhou até sua casa cheia de esperança e decidida ia colocar umas roupas na bolsa e partiria no primeiro ônibus as 06 horas da manhã.
Quando o celular despertou a moça já havia tomado seu banho, estava tomando café, pegou a bolsa e as chaves do salão ia passar na casa de Hilda a chefe entregar as chaves e avisar que ia viajar de urgência. Quando chegou e tocou a campainha o filho da mulher atendeu, antes que ela dissesse alguma coisa o menino disse minha mãe viajou ontem à noite pediu para entregar isto para você. Augusta entrou em desespero tinha decidido ia visitar Marcelo seu namorado, e agora o que fazer? Havia ligado a noite ele não a perdoaria se não fosse, pensando assim, deixou as chaves com o menino e disse eu preciso viajar é urgente, sinto muito, eu ligo pra sua mãe, há desista ela esqueceu o celular, que vou fazer, saiu apressada tava na hora de seu ônibus, a moça entrou sentou pegou o celular ia ligar quando o telefone tocou era Hilda ligando de um fixo, olhe tem umas clientes importantes que agendei ontem à noite, elas estão a passeio são irmãs do prefeito, preciso que atenda muito bem. O ônibus já havia percorrido a cidade estava indo sentido a próxima cidade, ela pediu pare por favor preciso voltar. O motorista perguntou o que houve, eu espero se for preciso, ela em meio as lagrimas respondeu, agradecida mas pode ir eu volto andando, seguiu chorando até o salão, as mulheres já aguardavam na porta tão logo buscou as chaves começou mais um dia de trabalho.
Curiosos perguntavam por que chorava ela simplesmente trabalhava, não comentava de seus sentimentos, o dia passou Marcelo estava zangado com ela, ele disse estar decepcionado, terminado mais um dia voltou para sua casa morava só ninguém a esperava. Triste amargurada preparou algo para comer e ligou a televisão, era o jornal das 22 horas, como estava muito cansada cochilou, acordou sobressaltada com um toque em seu celular oi Augusta liga a televisão Hilda sofreu um acidente, estava passando a notícia, o ônibus que Hilda estava rolou na estrada tinha muitos feridos, a moça pulou do sofá e começou a ligar pedindo informações, sua chefe havia sido socorrida com vida precisava de transfusão de sangue  ela não pensou duas vezes pegou sua bolsa e foi ao hospital doar seu sangue.
Todo tempo que Hilda teve no hospital a moça cuidou do salão como se fosse seu, já havia perdoado a mulher por ser cruel consigo, agora ia querer férias mesmo não suportava mais, estava no limite de suas forças, neste tempo Marcelo terminou com ela alegando ela ser escrava do trabalho, quando a chefe retornou ao salão ela implorou dê férias ou então me demita, mas para surpresa da moça a dona do salão estava tão grata por ela ter cuidado de tudo com tanto desvelo, ainda ter doado seu sangue para salvar a vida dela, que sempre a maltratava, que tinha decidido não só dar férias mas também havia feito dela uma sócia, com plenos poderes e direitos. Foi tanta felicidade que a moça chorou abraçou a chefe pediu desculpas por ter sido chata as vezes, mas Hilda disse pare de chorar pegue sua bolsa vá se aprontar está aqui uma passagem de avião que comprei para você e a reserva de hotel fazenda para descansar bastante, quando voltar vamos dar uma reforma aqui certo sócia amiga, quem sabe nesta viagem encontra seu grande amor..


Texto escrito por Luzia Couto. Direitos Autorais Reservados a autora. Proibida a cópia, colagem,reprodução de qualquer natureza ou divulgação em qualquer meio, do todo ou parte desta obra, sem autorização expressa da autora sob pena de violação das Leis Brasileiras e Internacionais de Proteção aos Direitos de Propriedade Intelectual.




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