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Literatura | Conto | No dia em que morri.

No dia em que morri havia muita festa na cidade, rodeios comidas típicas e muita dança, depois de muita bebedeira minhas amigas chamaram pra ir embora, retruquei não vou ainda não tomei minha cerveja apenas dancei até agora, anda chega vamos, minhas amigas estavam bêbadas perguntei quem vai dirigir o carro? Maert respondeu eu dirijo bebi menos, realmente ela não parecia ter bebido tanto. Mas insisti e elas ficaram um pouco mais comigo. Embora parecesse não ver, aquele moço estava me paquerando, sorria mandava beijinhos, piscava o olho eu fingia nem notar mas por dentro estava sorrindo pensava hoje é um novo dia e este moreno é lindo, vou perguntar seu nome, mas que nada era tímida que só.
Beth chamou olha se não for com a gente agora ficará só, então respondi vá eu só vou depois de ganhar um beijo deste moreno, nesta hora Maert chegou e puxou meu braço dizendo chega vamos agora, saímos mesmo querendo ficar, olhei para trás sorri pro moreno e fomos embora. No carro um fala fala umas das meninas disse Renata o que pensa que fez falando naquele moço bem na frente da namorada dele, fiquei surpresa com tal afirmação será que eu estava vendo coisas, respondi não pode ser estava me paquerando eu vi não estou bêbada, certamente que sim riram nós estamos.
Entramos no carro Maert na direção nossa cidade era longe, as estradas estreitas e muitas curvas perigosas, ainda falei cuidado ai meninas coloquem os cintos e nada de cantar. Ainda que quisesse que elas ficassem quietas e ajudassem a prestar atenção na estrada e não deixar Maert dormir seria em vão, gritavam cantavam muito barulho, eu estava no banco da frente ao lado da motorista. Confesso estava com sono e cansada embora não tivesse bebido havia dançado muito, elas por sua vez dormiram não viam nada eu conversava com Maert para ela não cochilar ela dizia eu estou bem tomei pouco as meninas que exageraram, colocou uma música e começou a cantar, eu insisti para que baixasse o volume mas ao contrario aumentou. Cuidado esta correndo muito, uma curva perigosa se aproxima eu li na placa atras, mas nada ela nem percebeu que eu falava com ela parecia estar em outra dimensão.
Carros, carretas passavam pareciam que iam encostar em nosso carro, quanto mais eu pedia mas ela correria, em desespero toquei no volante buzinei no máximo pra chamar atenção dela, Ma o que tá fazendo vai matar a gente assim, antes de terminar aquela curva perigosa chegou, um caminhão vinha em nossa direção gritei meu Deus Ma olhe olhe freie não deu tempo de mais nada, foi uma colisão terrível muito barulho um estouro e tudo acabado, vi meu corpo amarrado no cinto minhas amigas todas inertes Maert com os olhos esbugalhados pescoço quebrado, todas nós tínhamos morrido, vi gente muita gente desconhecida, ambulâncias policias,muitos carros parando, eu olhava tentava acordar as meninas talvez ainda estivesse viva, ninguém se mexia, ouvi quando alguém disse estão todas bêbadas por isto morreram todas, estavam na festa até agora a pouco. Eu gritei alto eu não bebi, ninguém podia me ouvir, eu chamava pelas meninas gritava os policiais eu estou aqui não bebi, depois de algumas horas vi todos de nossas famílias chegarem removeram nossos corpos muito choro, muitas lamentações eu via tudo chorava também mas nada podia fazer ninguém me via nem ouvia. Foi então que percebi pessoas vestidas de branco, me segurando pegando minhas mãos, olhei e perguntei quem são vocês, elas não falavam apenas me puxavam pelas mãos, Deus meu eu morri mesmo, então percebi preciso dar valor a vida e não destruí-la morrer não estava em meus planos. Ainda bem que foi um sonho pois quero viver muito e aproveitar cada minuto precioso desta vida.

Texto escrito por Luzia Couto. Direitos Autorais Reservados a autora. Proibida a cópia, colagem, reprodução de qualquer natureza ou divulgação em qualquer meio, do todo ou parte desta obra, sem autorização expressa da autora sob pena de violação das Leis Brasileiras e Internacionais de Proteção aos Direitos de Propriedade Intelectual.


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